Dificuldade de aprendizagem

Hoje vamos mudar o contexto de nossas publicações aqui no Jornal Paraná Centro, haja vista que, pelo fato de eu ser professora há muitos anos, vê-se, cada vez mais, os casos expostos aqui, os quais, obviamente, foram agravados pelos quase dois anos sem que houvesse a escola comum, cujo ensino presencial é vital, principalmente nos anos iniciais.

Atualmente, vê-se muitos casos de indivíduos com dificuldades de aprendizagem: crianças, adolescentes e adultos. Muitas vezes, pessoas que passaram anos sentadas nos bancos escolares e não conseguem compreender um texto simples e/ou não sabem realizar uma soma básica.

Nesse sentido, é importante diferenciar o que seria uma falta de vontade do indivíduo de uma dificuldade de aprendizagem, a qual é um distúrbio que se manifesta em crianças durante o processo de alfabetização, caracterizando-se por apresentar uma dificuldade nos processos cognitivos, mais precisamente na leitura, escrita ou na realização de cálculos matemáticos.

Esse processo pode influenciar negativamente no desenvolvimento das crianças na fase escolar, aumentando a probabilidade de problemas físicos, sociais e emocionais, repercutindo, inclusive, em casos não diagnosticados e tratados corretamente, na evasão escolar.

Os Distúrbios de Aprendizagem são dislexia, disgrafia, disortografia e discalculia, os quais trazem muitas interferências no processo de alfabetização e letramento.

Por ser na fase de alfabetização é que ficam evidentes os primeiros sinais da dificuldade de aprendizagem, portanto, cabe ao professor identificar estes sinais e buscar o auxílio de uma equipe multidisciplinar para promover o encaminhamento e acompanhamento adequados, questão problemática, pois, muitas vezes, não há profissionais à disposição sempre, de modo que o aluno seja avaliado em suas dificuldades e receba as intervenções efetivas de modo a superar e progredir no enfrentamento desses distúrbios.

O diagnóstico diferencial é muito importante, pois, na maioria dos casos, trata-se de crianças passíveis de recuperação. Contudo, ressalta-se a responsabilidade da família, a qual precisa ficar atenta ao processo ensino-aprendizagem da criança ou adolescente sob sua responsabilidade.