Operação mira servidor público suspeito de solicitar vantagem para liberar terrenos

Pcpr e Mppr cumprem mandados de busca e apreensão em Faxinal

Pcpr e Mppr cumprem mandados de busca e apreensão em Faxinal

O Ministério Público do Paraná e a Polícia Civil de Faxinal deflagraram na quinta-feira, 2 de junho, a Operação Casa de Campo, que apura crimes de corrupção no âmbito da Prefeitura de Faxinal. O alvo da investigação é um servidor municipal. Foram cumpridas três ordens de busca e apreensão.

Pelo Ministério Público, o trabalho é conduzido pela Promotoria de Justiça de Faxinal e na Polícia Civil pela Divisão de Combate à Corrupção (Deccor). Conforme já apurado, o servidor teria exigido valores de pessoas que estão comprando terrenos em um loteamento clandestino na cidade, prometendo uma suposta regularização do imóvel.

Além disso, ele mesmo estaria vendendo lotes no cemitério municipal e imóveis no Bairro Vila Nova, pendentes de regularização pelo município, como se fossem de propriedade dele, sem emissão de recibos e ainda ameaçando com arma de fogo pessoas que, eventualmente, questionavam essas “negociações”.

O Ministério Público alerta a população que as pessoas que se sentirem lesadas com os fatos relacionados à investigação podem buscar a Promotoria de Justiça de Faxinal pelos telefones (43) 3461-2011, (44) 9740-6486 (WhatsApp) ou presencialmente no endereço: Av. Brasil, 1.080, Faxinal.

Os mandados foram deferidos pelo Juízo Criminal de Faxinal e cumpridos pelo Núcleo de Londrina da Deccor. Ao final da Operação, foram apreendidos diversos documentos e o servidor alvo dos mandados foi preso em flagrante por posse ilegal de munição. Ele foi liberado após pagamento de fiança arbitrado pela autoridade policial.

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Faxinal informou que ainda não foi notificada da situação e que, assim que tomar conhecimento sobre o fato, o departamento jurídico deve divulgar uma nota.

O jornal Paraná Centro conversou com a advogada de defesa Roberta Zielinski Campos, que informou que o servidor colaborou com todo o procedimento do Mandado de Busca e Apreensão e que as denúncias não são verdadeiras.

"Iremos provar a inocência dele durante o processo e vamos entrar com medidas cabíveis contra as pessoas que fizeram acusações infundadas”, informou a advogada do servidor.