Expoingá teve em 2022 a melhor das 48 edições

Maria Iraclézia usou a abertura do rodeio para agradecer ao público e aos parceiros desta edição da Expoingá. Por: Ivan Amorim

Maria Iraclézia usou a abertura do rodeio para agradecer ao público e aos parceiros desta edição da Expoingá

Fonte: Ivan Amorim

Organizada em apenas 60 dias e tendo que cumprir contratos firmados para a exposição que aconteceria em 2020, a Exposição Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Maringá, a Expoingá, que terminou domingo a noite, foi a melhor das 48 edições realizadas até agora. A feira que tinha tudo para dar errado foi a que recebeu maior público da história e teve a maior movimentação financeira.

Quem diz isso é a presidente da Sociedade Rural de Maringá (SRM), Maria Iraclézia de Araújo, com a experiência de quem está envolvida com a Expoingá desde que chegou como estagiária do Curso de Zootecnia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), em 2004. Ela já coordenou mais de dez edições.

Segundo a presidente, 48ª Expoingá entra para a história, também, como a Feira da superação, dadas todas as dificuldades que foram transpostas para que o evento acontecesse, após a paralisação causada pela pandemia em diversos setores da economia, especialmente o de eventos.

A resposta, tanto dos expositores, quanto do público, que lotou o parque de exposições durante os onze dias do evento, foi surpreendente e o resultado deve superar as marcas registradas nas edições anteriores, na comercialização e presença de visitantes, segundo a avaliação da Sociedade Rural de Maringá, realizadora da feira, que é considerada uma das cinco maiores do gênero no país.

Os números serão fechados nos próximos dias pelos organizadores, mas a avaliação inicial é de que a Expoingá 2022 foi “extremamente positiva”, conforme ressalta Maria Iraclézia.

“Depois de quatro adiamentos desta Feira, nós finalmente pudemos realizá-la e estamos muito felizes porque o público correspondeu à nossa expectativa, assim como os expositores se mostraram satisfeitos com a realização de negócios”, afirma a dirigente da entidade, que espera dentro dos próximos seis meses entregar o planejamento da Expoingá 2023.

Imagem da notícia. Por: Ivan Amorim

Fonte: Ivan Amorim

Movimentação

Do setor de pecuária, com 27 raças de animais expostos, entre bovinos, equinos e ovinos, milhares de pequenos animais, passando pelo segmento de máquinas e implementos agrícolas, automóveis, agroindústria familiar à gastronomia, os expositores se disseram satisfeitos com as possibilidades proporcionadas pela Feira.

José Guilherme Gomes Reis, diretor proprietário da Fort Maq, que fez o lançamento de guindastes voltados ao campo, disse que a exposição foi muito boa para tornar a marca conhecida.

“A visitação ao estande foi excelente, atendeu totalmente aos nossos objetivos, e acredito na possiblidade de grandes negócios a partir dessa divulgação”, afirmou.

Expositora tradicional, a New Agro deverá concretizar mais de 20 negócios, caso saiam os financiamentos aguardados pelos produtores que fecharam negócios durante a feira, adquirindo tratores, plataformas de milho e colheitadeiras, que chegam à casa aproximada de R$ 1,6 milhão, informou satisfeito o gerente comercial, Maicon Corrêa.

Outra característica da feira este ano, segundo Marcelo Meyer, proprietário da KS Implementos Agrícolas, “é que os visitantes vieram com o propósito de conhecer e fazer negócios, mesmo, e não apenas especular”. Pelo seu estande, passaram produtores de São Pedro do Ivaí, Paranavaí, Londrina, além de Maringá e cidades vizinhas.