Frente Parlamentar da Agropecuária defende Plano Safra de R$ 330 bilhões

Sérgio Souza foi a primeira autoridade a visitar a Expoingá neste ano e esteve nos pavilhões junto com a presidente da Sociedade Rural, Maria Iraclézia

Sérgio Souza foi a primeira autoridade a visitar a Expoingá neste ano e esteve nos pavilhões junto com a presidente da Sociedade Rural, Maria Iraclézia

Cooperativas, sindicatos rurais e, principalmente, os pequenos produtores estão preocupados com o tamanho do Plano Safra que o governo federal vai lançar em julho, já que a escalada dos juros e uma taxa Selic de 12,75% ao ano são impeditivos de qualquer tomada de crédito.

Esta foi a preocupação demonstrada pela presidente da Sociedade Rural de Maringá (SRM), Maria Iraclézia de Araújo, ao deputado federal Sérgio Souza, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, que visitou a Expoingá nesta quinta-feira, 5, e foi recepcionado por parte da diretoria da SRM e da Rural Mulher.

Segundo Souza, os deputados e senadores que integram a Frente Parlamentar da Agropecuária também estão preocupados com o Plano Safra 2022/2023 e gestionam junto ao governo pela definição de um valor que faça jus ao tamanho e importância da agricultura e da pecuária brasileiras.

O Plano Safra define os recursos que vão atender programas do Ministério da Agricultura, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), operações de custeio agropecuário, de comercialização de produtos agropecuários e de investimento rural e agroindustrial. O deputado concordou que a indefinição do tamanho da taxa de juro neste momento em que a Taxa Selic está em 12,75% ao ano é motivo de preocupação.

O deputado disse que, a pedido das cooperativas, sociedades rurais e sindicatos a Frente Parlamentar insiste junto ao governo federal que o Plano Safra seja de R$ 330 bilhões, mas para a tomada de recursos de tal porte é necessário que no mínimo R$ 22 bilhões sejam disponibilizados pelo Tesouro.

Dos R$ 330 bilhões pleiteados, R$ 234 bilhões deveriam ser destinados ao custeio da safra e comercialização e R$ 97 bilhões a investimentos.