Produção de abacate ganha espaço na região

Airton Lima e Rogério Maia mostram produção de abacate em Lidianópolis

Airton Lima e Rogério Maia mostram produção de abacate em Lidianópolis

É cada vez mais comum ver nas propriedades rurais, especialmente de Lidianópolis e Jardim Alegre, o plantio de abacate ocupando importantes áreas que, no passado, eram utilizadas no plantio de outras culturas, especialmente, de café. Apenas em Lidianópolis, nos últimos quatro anos, o número de produtores da fruta saltou de 3 para 40, fazendo com que área cultivada subisse 8 vezes, saindo de 10 para 80 hectares plantados.

Um dos produtores que está apostando na fruta é Airton Barbosa Lima, que tem cerca de 140 pés plantados em uma área de pouco mais de um hectare, que está consorciado com café.

Ele destaca que começou a apostar no cultivo como uma forma de diversificar a pequena propriedade e, principalmente, ajudar na renda com o café. “Está sendo uma boa cultura, que tem proporcionado uma boa renda”, frisa. Apesar da pequena área, o agricultor tem quatro variedades de abacate, o margarina, geada, quintal e fortuna. Como as plantas têm épocas de maturação diferentes, ele tem colheita de dezembro a agosto. “Abacate é uma planta que não dá muito trabalho de lidar e quero ampliar aos poucos o número de árvores”, cita o produtor.

O engenheiro agrônomo do IDR-PR (Instituto de Desenvolvimento Rural) do Paraná, da unidade de Lidianópolis, Rogério Maia, comenta que, atualmente, no meio da safra, o preço pago ao produtor tem ficado em torno de R$ 3 o quilo e que uma área bem conduzida pode produzir até 40 toneladas o hectare ao ano. Mas em algumas épocas do ano, o produtor chega a receber R$ 6, o quilo. Em Lidianópolis, a média tem sido em torno de 20 toneladas, mas a produção está em ascensão, após a adoção de um manejo mais sustentável. “Aqui na propriedade do seu Airton, por exemplo, com a mudança na forma de manejar a cultura, tivemos um crescimento na produção na ordem de 40%”, salienta.

Rogério destaca que, nos últimos dez anos, praticamente triplicou o consumo dessa fruta no Brasil, que saltou de 300 gramas/ano/por pessoa, para cerca de um quilo da fruta/ano e, hoje, a área plantada, não atende ao consumo interno. No entanto, o potencial de consumo ainda é tímido em comparação com outros países. Na Europa, o consumo de abacate é de 1,5 quilos por pessoa/ano; nos Estados Unidos é de cinco quilos ano e no México, onde são preparados vários pratos típicos com o “avocado”, o consumo é de 9 quilos ao ano.

O que explica o aumento no consumo da fruta são os avanços das pesquisas nutricionais, que mostram o abacate, antes tido como rico em gorduras nocivas à saúde, que o consumo frequente traz inúmeros benefícios à saúde.

Segundo o site abacatesdobrasil.org.br, 100 gramas de abacate contêm 40% da quantidade de fibras recomendada para o consumo diário. Destacam-se as vitaminas do complexo B, C, A e E, além dos minerais cobre, manganês, magnésio, fósforo, potássio e zinco. A fruta também auxilia na absorção de antioxidantes, ente outros benefícios.

Rogério Maia salienta ainda que o IDR tem sido arceiro dos produtores rurais e apoiado os que vêm ingressando na atividade, proporcionando a assistência técnica e levando as informações a respeito da cultura.