Sindicato Rural de Ivaiporã expõe preocupações com a seca na região

Lourival Goes – presidente do Sindicato Rural de Ivaiporã

Lourival Goes – presidente do Sindicato Rural de Ivaiporã

O presidente do Sindicato Rural de Ivaiporã, Lourival Goes, concedeu entrevista ao Jornal Paraná Centro, e falou sobre as ações e a preocupação da entidade sindical com relação aos eventos adversos climáticos registrados em todo o Paraná, mas especialmente na região de Ivaiporã.

Na semana passada, acompanhado do vice-presidente do sindicato, Evandro Crocetta, eles participaram de uma reunião em Pitanga, com a presença de representantes do Ministério da Agricultura e Abastecimento (MAPA), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab) e Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep). “Levamos para eles as informações da nossa região, comunicando, por exemplo a falta de chuvas e o que tem ocorrido com os produtores tanto de grãos, como de leite, e os prejuízos que estão tendo nas lavouras”, frisa.

Lourival Góes comenta que, desde antes do Natal, o Sindicato Rural tem acompanhado a situação e, ainda em 2021, solicitou ao núcleo regional da Seab de Ivaiporã e ao Deral (Departamento de Economia Rural), que técnicos fossem para o campo e realizassem os levantamentos para que houvesse números oficiais e, assim, dar mais vigor às reivindicações da entidade sindical. “Também estamos buscando medidas para apoiar o produtor rural, pois nesse ano a situação é muito complicada; trabalho há quase 30 anos em Ivaiporã e nunca me deparei com uma situação como essa”, frisa o presidente Lourival Góes.

Um levantamento inicial aponta que a perda na região de Ivaiporã deve girar em torno de 50% da produção de soja. “Voltando a chover com mais regularidade, o cenário que pode mudar um pouco, mas temos que esperar a colheita para ter um cenário real dos prejuízos; o que podemos afirmar é que a seca estragou a lavoura de soja e o lucro do produtor já foi para o ralo. Esperamos que as ações do governo para tentar amenizar esse problema possam chegar com rapidez aos produtores e que o clima se normalize nos próximos meses, para que as culturas de inverno, como o milho safrinha e o trigo, possam acontecer”, ressalta.

Ele destaca que boa parte das lavouras está segurada e que o manual de crédito rural orienta que, no caso de uma frustração de safra, os bancos têm que abrir a renegociação de dívidas para que os produtores rurais possam pagar conforme sua capacidade. “Vamos continuar acompanhado e cobrando as ações do governo e expondo a realidade da nossa região; estamos abertos para ajudar o produtor no que for preciso para que ele continue plantando”, pontua o presidente.