Em Pitanga perdas nas lavouras de soja estão na casa dos 20%

Segundo o Departamento Técnico da unidade da Coamo de Pitanga, as lavouras de milho de verão estão demonstrando uma queda no potencial produtivo, pois o período de estiagem ocorreu no momento de florescimento pleno das plantas e início da frutificação em que o milho requer uma grande quantidade de água. A estimativa é que, nas lavouras de milho, as perdas cheguem a 35% na região de Pitanga.

Em relação à soja, os impactos são um pouco menores, pois houve um atraso no plantio, principalmente no mês de outubro, pelo excesso de chuvas e, com isso, a quebra estimada é de 20%. Segundo o agrônomo Gabriel Felipe Vogel, da Coamo, as últimas chuvas que ocorreram têm minimizado os impactos causados pela seca.

No entanto, ele avalia que o impacto pode ser ainda maior, pois se não houver uma estabilização nas chuvas, com ocorrências de precipitações regulares, as perdas podem ficar acima do estimado.

A falta de chuvas na região de Pitanga ficou mais aguda nos meses de dezembro e janeiro. Em novembro, foram registrados 123 milímetros, contra 74 milímetros no ano anterior. Em dezembro foram apenas 36 milímetros, contra 243 do mesmo período de 2020. No mês de janeiro, até o dia 10, em 2021 foram 110 milímetros e agora em 2022, são apenas 12 milímetros. “Justamente neste período de estiagem hídrica estão ocorrendo as fases fenológicas das culturas, onde necessitam de elevada demanda hídrica”, explica o agrônomo.

A expectativa é que nos próximos dias exista um aumento na ocorrência de chuvas na região de Pitanga, mas as previsões não têm se confirmado. O Simepar prevê que até o dia 24 de janeiro possa chover cerca de 100 milímetros, mas mesmo assim ainda é inferior à safra passada, quando choveu 321 milímetros.