Lavouras de soja já apresentam perdas na ordem de 30% na região de Ivaiporã

Lavouras de soja sofrem com o porte baixo na região de Ivaiporã

Lavouras de soja sofrem com o porte baixo na região de Ivaiporã

A falta de chuvas regulares nos meses de novembro e dezembro do ano passado e no início de janeiro desse ano tem afetado de maneira severa as lavouras de soja em toda a região central do Paraná. O engenheiro agrônomo Fernando Soster, responsável pelo Departamento Técnico da Unidade da Coamo de Ivaiporã, comenta que, nos últimos 25 anos, não se viu um cenário de chuvas irregulares e com pouco volume como o que está afetando a região central.

O cálculo, nesse momento, é que as perdas devem ficar em média entre 30% e 35% nas lavouras de soja e acima de 60% nas lavouras de milho. O quadro pode se agravar, caso a falta de chuvas regulares persista nas próximas semanas, especialmente porque a maioria das plantas está entrando na fase de preenchimentos das vagens, um momento fundamental que necessita de uma quantidade maior de água. “As plantas vão requerer ainda mais água do que precisou até agora”, salienta.

Mesmo na região, as perdas não serão uniformes e vão variar até mesmo entre propriedade vizinhas. Soster destaca que, em geral, as lavouras localizadas mais ao sul de Ivaiporã, incluindo Arapuã e parte de Manoel Ribas, terão perdas menores. Já nas lavouras mais ou norte, especialmente em Jardim Alegre e Lunardelli, há áreas com perdas que passam dos 50%.

Soster destaca que isso está ocorrendo porque as chuvas foram isoladas e em distâncias muito curtas. Às vezes, em um espaço de apenas três quilômetros, em um ponto não chovia absolutamente nada e no outro as chuvas chegavam até a 20 milímetros.

A situação mais nítida é que as plantas não conseguiram alcançar um tamanho normal, tendo seu porte e potencial produtivo reduzido em torno de 30%. Ele destaca que o porte muito baixo pode afetar as colheitadeiras mais antigas, que têm um pouco mais de dificuldade para colher as vagens que estão próximas do solo e, com isso, também pode ocorrer perda na colheita.

Com relação às pragas e doenças, Soster destaca que, por enquanto, a incidência está dentro do esperado e não houve relatos de ataques de ferrugem asiática na região. Já em relação às lavouras de milho, o cenário é pior, com perdas acima de 60%; no entanto, o plantio de milho de verão é muito baixo em toda a região central.

Agrônomo Fernando Soster

Agrônomo Fernando Soster