Polêmica em Ivaiporã

Vereadores respondem ao vídeo do prefeito atacando a oposição

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Dentro do campo diplomático, oposição e situação são normais. Mas em Ivaiporã, a atuação tem avançado para ataques pessoais nas ações do prefeito, que gravou vídeo e usou as redes sociais para atacar os vereadores, que vieram a público fazer suas defesas. Seis dos nove vereadores da cidade se opõem ao prefeito atual, segundo eles, principalmente à forma desrespeitosa com que o chefe do executivo costuma tratar as pessoas.

Na quinta-feira, 23/12/2021, quatro dos seis vereadores procuraram o jornal Paraná Centro para responder às agressões proferidas pelo prefeito Carlos Gil contra o trabalho deles. Segundo os vereadores Nando Dorta, Edivaldo Montanheri (Sabão), José Maria e Jafer Saganski Ferreira, que compareceram à sede do Paraná Centro, e estavam autorizados a se pronunciarem em nome dos vereadores ausentes Antônio Vila Real, que está em recuperação por ter tido a perna quebrada, e a vereadora Josane Disner, que estava em Curitiba.

“O prefeito mente descaradamente e visa jogar a população contra nós”, denunciam os vereadores, dizendo que a motivação de não terem ido à reunião extraordinária da quarta-feira, dia 22/12, foi porque “o prefeito é ditador e quer impor projetos sem parecer jurídico e sem que eles possam analisar com tempo necessário para avaliar, colocando em risco todos os vereadores e até mesmo ele (o prefeito), que já responde a vários processos no judiciário, por não ter o zelo necessário que exige a causa pública”, relatam os vereadores, garantindo que nada tem a ver com as férias do vereador Sabão, que ele persegue e tirou do transporte escolar depois 30 anos e mandou para o caminhão de lixo.

Demonstrando com documentos trazidos pela assessora da Câmara, os projetos relacionados pelo prefeito, ou seja, a contratação de funcionários para o Cemitério Municipal e para a Saúde, os dois que foram lidos na reunião ordinária da segunda-feira, 20/12, ambos necessitavam de estudos e pareceres jurídicos. “Como íamos aprovar na quarta-feira”?, reclamam os vereadores, afirmando que não tiveram nem o tempo hábil e sequer foram avaliados pelos advogados do legislativo. “Ele (o prefeito) é acostumado a fazer as coisas pisando em todo mundo, perseguindo empresários e até gente humilde da cidade. Não aceitamos isso e nem vamos prejudicar o município, como ele fez na gestão passada, quando era oposição ao ex-prefeito Miguel Amaral. Na época, ele praticamente obrigou os vereadores a não participarem de reuniões extraordinárias, como é o caso da reunião que aprovaria o Concurso Estadual do Café, que só foi aprovado na véspera do evento, e quase que Ivaiporã perdeu R$ 1 milhão de reais, recurso para a obra de pavimentação da Estrada que liga o Jacutinga à Comunidade do Cruzeirinho. O senhor Carlos Gil e o Marcelo Reis, que era vereador, articularam para não participarmos e nem aprovarmos o Concurso que aconteceria em Ivaiporã”, contam os vereadores que participaram da legislatura anterior, afirmando que é ele quem faz oposição suja, sem se preocupar com o município, muito menos com a população.

Os vereadores disseram que não se opõem a aprovar projetos importantes, mesmo porque já aprovaram todos os projetos encaminhados à Câmara durante esse ano. “Tanto que hoje (23/12) compareceremos à reunião extraordinária, já com parecer jurídico e, depois de termos discutido a pauta, vamos votar favoráveis às coisas importantes e legalmente aprovadas pelos nossos advogados e negar as que não são legais”, acrescentam os vereadores.

Sobre a questão do prefeito elogiar a presidente, dizendo que sozinha ela indicou 19 projetos, enquanto os seis vereadores da oposição juntos indicaram somente 11, os membros do grupo oposicionista afirmam que o prefeito atende tudo que a presidente pede, inclusive, o que ela recebe de informações privilegiadas de secretários municipais. “Aí fica fácil, porque a proteção a ela é descarada, inclusive, os vereadores têm quase 800 indicações, das quais mais de 95% não foram atendidas pelo prefeito, ou seja, quase que totalmente o prefeito não nos atende. Hoje, os vereadores nem fazem mais indicações, porque pode atrapalhar a população. Até agora, o único projeto que não aprovamos foi aquele que pedia para dobrar as diárias do prefeito, que atualmente é R$ 748,00, mas ele queria passar para R$ 1.560,00, ou seja, o prefeito queria dobrar o que ele ganha por um dia de serviço em outra cidade’, relatam o seis.

“Em seu pronunciamento, o prefeito fala que não temos vergonha e nem caráter, por isso queremos cassar a presidente Gertrudes Bernardy. Nós temos vergonha e caráter e vamos provar isso trabalhando por Ivaiporã e derrubando o aumento que ele deu de 10% a mais na taxa de lixo e mais 17,87% de aumento no alvará das empresas. O prefeito não pensa na população, que não está podendo nem se alimentar direito, quanto mais pagar impostos e taxas maiores.

Para a população ter uma ideia da falta de palavra do prefeito, tivemos que, nas eleições municipais, implorar para ele prometer que não iria dobrar o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) para não castigar a população, porque, na época, ainda acreditávamos nele, mas ele pediu o projeto ao prefeito da época e insistiu para que aprovássemos. O que negamos, porque a população já está endividada com a Prefeitura”, respondem os seis vereadores.

Enfim, os vereadores afirmam que não aprovam a maneira do prefeito tratar a população e que não vão se curvar às arbitrariedades dele, mas que nunca vão trabalhar contra projetos que beneficiam o povo.

Prefeito de Ivaiporã responde aos vereadores

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Primeiramente, ratifico e reitero todas as informações constantes no vídeo anteriormente publicado, vez que espelha a total realidade dos fatos.

Friso que exerço a função de Chefe do Poder Executivo Municipal visando sempre o melhor interesse público e de toda a população de Ivaiporã, sendo que nunca atuei de forma desrespeitosa com qualquer que fosse o cidadão, independente da sua classe social, função ou identidade.

No que tange à imputação de mentiras descaradas da minha parte, comprovo a qualquer momento que o motivo que levou ao “boicote” por parte dos seis vereadores em não comparecerem à reunião extraordinária do dia 22 para votarem os três projetos importantíssimos para Município, foi o fato de não ter sido concedido neste momento, por questões administrativas, as férias do vereador e servidor público “sabão”.

A alegada justificativa de ausência de parecer jurídico (parecer jurídico da Câmara de Vereadores) referente aos projetos não se mostra sequer razoável e longe de ser aceita, vez que apenas um dos três projetos ainda não constava o referido parecer (referente ao cemitério), sendo que cada um dos seis vereadores faltantes se tivessem comparecido na reunião poderiam ter solicitado o parecer jurídico, discutido o projeto, solicitado vista ou qualquer outra diligência e providência que entendessem necessário.

Fato é que boicotaram sim a reunião, tendo somente comparecido na reunião extraordinária subsequente e aprovado os três projetos após ser dado ciência à população por meio do vídeo publicado do absurdo que os seis vereadores estavam fazendo (Nando Dorta, Edivaldo Montanheri, José Maria, Jaffer Saganski Ferreira, Antonio Vila Real e Josane Disner).

Já em relação à imputação de interferência para votação a respeito do concurso do café, não tive qualquer participação e, admito que a única conversa que tive com os vereadores, eu investido na qualidade de cidadão, foi por outros motivos, sendo para pedir que não deixassem terceirizar o hospital, vez que tal ato seria ilegal, tanto que o ex-gestor responde processo por isso, bem como em relação ao endividamento do município, e não fosse aprovado projeto de financiamento de 15 milhões de reais, vez que isso pesaria nos cofres públicos, sendo que acabou sendo aprovado financiamento de 5 milhões.

Os seis vereadores (Nando Dorta, Edivaldo Montanheri, José Maria, Jaffer Saganski Ferreira, Antonio Vila Real e Josane Disner) também mentem descaradamente quando falam que seria dobrado o valor da diária do prefeito, dizendo que a diária estava em R$ 748,00 e passaria ser R$ 1.560,00. Esclareço que o real valor seria de R$ 895,91, sendo que a atualização das diárias, foi um pedido e reivindicação dos próprios membros da administração, vez que a diária estava completamente defasada, sendo que o último reajuste ocorrido foi em abril de 2016, além do que o projeto se tratava apenas de recomposição inflacionária (INPC do período), conforme o projeto de Lei nº. 08/2021.

Os vereadores também mentem descaradamente quando falam que não fazem mais indicações, já que semanalmente recebemos indicações dos mesmos.

Já em relação ao aumento da taxa de lixo e alvará, primeiramente, a informação de que houve aumento, e de que, eu estaria descumprindo compromisso de campanha, isso não reflete a verdade. O prefeito, como todo cidadão, está obrigado a cumprir as leis, e, a Câmara de Vereadores, no ano de 2020, aprovou a Lei Complementar 28/2020 que vincula a UFI (Unidade Fiscal de Ivaiporã) ao IGP-M, e apenas cumpri a lei, editando decreto que aplicou o índice acumulado, o que, por reflexo atualizou o valor base das taxas de lixo e alvará, porém, sem aumento real, como alegado.

Ou seja, os vereadores da legislatura passada, dentre eles, Nando Dorta e Edivaldo Montanheri, aprovaram a lei no ano de 2020, e agora de forma maldosa, a Câmara que faz as leis, quer jogar a responsabilidade pelo lado ruim ao Prefeito. Isso é jogo sujo.

Não obstante a maldade dos vereadores, infelizmente o valor arrecadado da taxa de lixo, não supre a demanda municipal para os serviços de operação do aterro sanitário, sendo que o referido aumento ainda está abaixo do realmente necessário, todavia não repassamos na sua integralidade justamente buscando preservar o cidadão que tanto tem sofrido nos últimos tempos.

O mesmo ocorre com o alvará, encaminhamos seguindo o índice legal e oficial, sendo referente somente a um ano, e não o acumulado que seria muito maior, isso também pensando na população.

Por fim, reafirmo o meu compromisso com toda a população de Ivaiporã, sendo que trabalho incansavelmente buscando melhor gerir a máquina pública, e tenho certeza que o cidadão não se deixará levar por essa tentativa desastrosa dos vereadores de tentar de uma maneira nada digna tornar verdade a mentira, me colocando sempre à disposição para todo e qualquer esclarecimento.

Ivaiporã, 27 de dezembro de 2021.

Luiz Carlos Gil

Prefeito Municipal

Miguel Amaral responde ao prefeito Carlos Gil

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O prefeito Carlos Gil tenta desmentir fatos de sua participação para atrapalhar a gestão passada (2017/2020):

1 - O atual prefeito diz que não tentou intervir na realização do Concurso Estadual do Café.

Resposta do ex-prefeito Miguel Amaral: Carlos Gil, como sempre, quer esconder que atuou, juntamente com o então vereador e atual vice-prefeito Marcelo Reis para que a Câmara não aprovasse o evento, que rendeu ao município quase R$ 1 milhão de reais, recurso repassado pela Secretaria de Estado da Agricultura, para pavimentar estrada que liga a sede do Distrito de Jacutinga até a comunidade de Cruzeirinho, mais um veículo zero quilômetro para a agricultura. A interferência maligna de Carlos Gil e Marcelo Reis foram abertas e de conhecimento público e pode ser comprovada pelos vereadores da época, que foram pressionados para não participar da reunião extraordinária para aprovação do evento; o que aconteceu somente na véspera, depois de muito trabalho do então presidente Eder Bueno;

2 - Quanto à suposta terceirização do Hospital Municipal:

Resposta do ex-prefeito Miguel Amaral: O prefeito Carlos Gil, mais uma vez, mente ao dizer que atuou somente como cidadão, porque a cidade inteira sabe de sua sanha por poder e a vontade de manter o "coronelismo" em Ivaiporã, ou seja, a prática antiga de mandar e exigir que todos se curvem às suas vontades. Nunca existiu intenção de terceirizar o Hospital Municipal, fato que pode ser comprovado amplamente, inclusive, ele (Gil) continua sofrendo com isso e teve que solicitar à Câmara para contratar mais funcionários. Quando ele diz que ex-prefeito responde no judiciário pela forma de contratação dos funcionários do Hospital Municipal, isso não significa que fiz algo errado, porque vamos provar com sobras que a administração municipal de nossa gestão estava certa. O mesmo acontece com o senhor Luiz Carlos Gil, que responde por várias ações de sua gestão 2013/2016, mas nem por isso é culpado de tudo. Mas ele insiste que só as ações contra ele é que não são válidas;

3 - Quanto à interferência de Carlos Gil contra a gestão anterior não pegar recursos subsidiados da Caixa Econômica Federal, mais uma vez o senhor Carlos Gil mente descaradamente, porque quando interviu junto aos vereadores para que a Prefeitura não financiasse os recursos da Caixa, que liberou cerca de 12 milhões para o município; os vereadores da gestão passada, inclusive o presidente Eder Bueno, podem atestar e confirmar que ele não queria que a Prefeitura pegasse nada, para não poder atender a população na gestão do prefeito Miguel Amaral, por pura política. Com muito custo a Câmara de Vereadores, contra a vontade de Carlos Gil, aprovou R$ 5 milhões para melhorar a pavimentação e melhoria das vias da cidade, já que o recurso era para cobrir pedras irregulares com asfalto e recapear as ruas. O município havia sido avaliado e aprovado para poder pegar até R$ 13 milhões, podendo pagar a perder de vista. O senhor Carlos Gil não queria que a Câmara aprovasse nada, mas graças ao presidente da Câmara, na época Eder Bueno, e os demais vereadores, a Prefeitura pôde investir na melhoria da cidade. Para se ter noção, Carlos Gil disse que a Prefeitura não podia captar o dinheiro, mas agora o atual prefeito emprestou mais R$ 6 milhões daquele projeto aprovado na gestão passada.

Por fim, o ex-prefeito Miguel Amaral demonstra, caso necessário na justiça, ou em outros veículos comunicação, por fatos, testemunhas e documentos que as afirmações aqui detalhadas são verdadeiras, lembrando que o atual prefeito carece de mais humildade e melhorar o tratamento com as pessoas. Prevalecido de sua capacidade econômica, sempre atuou de forma a satisfazer a qualquer custo seus intentos, mesmo sem interessar que suas falsas afirmações possam ferir e culpar injustamente pessoas, mas desde que elas exaltem sua pessoa vale tudo, até mesmo falsear informações. Graças a Deus, a cada dia que passa a população e até os vereadores que o ajudaram a se eleger, estão vendo sua máscara cair.

Miguel Roberto do Amaral

Prefeito 2017/2020