Músicos falam sobre a volta aos palcos

Banda Cless voltou a se apresentar há cerca de 1 mês

Banda Cless voltou a se apresentar há cerca de 1 mês

Com o funcionamento de bares e eventos liberados com capacidade limitada de público, bandas e músicos de Ivaiporã estão retornando aos poucos e com todos os protocolos de segurança aos palcos, após quase dois anos parados por conta das restrições impostas pela pandemia de Covid-19.

Um dos artistas que retomou recentemente às apresentações é o cantor sertanejo Gabriel Crepaldi, que voltou à ativa há aproximadamente quatro meses e estava sem cantar com presença de público desde 15 de março de 2020, quando as atividades foram suspensas.

Segundo o cantor, a pandemia fez com que ele tivesse que se reinventar, pois, até então, ele vivia exclusivamente de música. “Esse tempo sem shows foi extremamente prejudicial e eu tive que começar a fazer bicos, entregar currículos e consegui ser contratado por uma rede de farmácias para ter uma renda mensal”, disse Crepaldi.

Para Gabriel Crepaldi, a falta de shows e a ausência do contato com o público foi um período difícil para o artista. “Toda minha vida sempre foi baseada na música, mas eu sabia que era questão de paciência que a vacinação chegaria e tudo voltaria ao normal, mas foi muito difícil, principalmente financeiramente”, ressaltou.

Gabriel Crepaldi teve que se reinventar no período sem shows

Gabriel Crepaldi teve que se reinventar no período sem shows

Antes da pandemia, Crepaldi comentou que fazia em média quatro shows por mês e, agora com o avanço da vacinação e a liberação de música ao vivo em bares e lanchonetes, esse número subiu para quatro shows por semana. “Está melhor do que antes, porque o pessoal estava com saudades de ter músicas ao vivo nos estabelecimentos, além de investimentos que estou fazendo em projetos como clipes, gravação de música, que chama atenção dos contratantes não só da região, mas de fora também”, revelou o cantor, citando a alegria por voltar a fazer o que mais gosta.

Quem também sabe como é a vida de quem vive somente de tocar na noite e está vibrando com o retorno aos palcos é o roqueiro Gabriel Chambó, que segue carreira solo, mas também é integrante da banda Abacates Espaciais.

Ele lembrou que a paralisação das atividades pegou todo mundo de surpresa e ficou oito meses sem tocar em nenhum lugar, voltando a se apresentar em novembro do ano passado em Termas de Jurema, que reabriu bem antes dos demais locais. “Foi muito difícil porque estávamos com eventos marcados e de repente tudo parou. Tive que fazer alguns bicos, além de lives beneficentes que nos reaproximaram do público, mas tenho amigos músicos que ficaram parados por quase dois anos”, salientou.

Chambó é outro exemplo de artista que vive exclusivamente de música, mas também faz trabalhos de marketing para redes sociais como complemento de renda. Ele contou que fora Jurema, o primeiro evento que ele pegou foi em setembro, na cidade de Maringá. “Ficar sem shows foi muito complicado no aspecto financeiro, mas foi preciso me manter firme nos ensaios e, graças à vacinação, pudemos voltar e espero que ano que vem esteja ainda melhor. Estou feliz por estar retornando, levar a minha música para os fãs e vejo que a quantidade de shows está maior do que antes da pandemia. Só em dezembro, tenho oito eventos agendados”, descreveu.

No caso da banda Cless, especializada em eventos sociais como casamentos, formaturas, baile de debutantes, baile de casais, dentre outros, foram praticamente dois anos sem nenhuma apresentação, à exceção de lives beneficentes e de um mês de eventos que foram realizados durante um período de flexibilização dos decretos de enfrentamento à Covid-19. Eles voltaram há cerca de um mês aos eventos presenciais e mencionaram a alegria e satisfação por poder voltar a trabalhar com o que mais amam, que é a música.

Diou Carlos, Julianna Fagundes e Leone Castro, integrantes da banda Cless, disseram que estavam com saudades dos palcos e demonstraram otimismo com o retorno. “É uma sensação muito gostosa poder retornar a fazer o que gostamos; passamos por um período de bastante medo de não saber se iria passar por tudo isso, mas é um prazer imenso voltar a sentir a energia do público. A gente vive da música e vive a música, por isso, a sensação é de liberdade e, apesar das restrições, já vemos uma luz no final do túnel com reencontros e a vida voltando aos poucos ao normal”, frisaram os artistas.

Gabriel Chambó está desde setembro novamente na ativa

Gabriel Chambó está desde setembro novamente na ativa