Pitanga sediará campeonato de tiro esportivo

Everton Corteli, Samurai Caçador e Juliana Kovalin participam de palestra sobre controle do javali

Everton Corteli, Samurai Caçador e Juliana Kovalin participam de palestra sobre controle do javali

O município de Pitanga recebe, nos dias 12 e 13 de novembro, uma das etapas semifinais do Campeonato Paranaense de Trap Americano, uma das modalidades do tiro esportivo. A competição será realizada no Clube de Caça e Tiro de Pitanga e deve reunir cerca dos 60 melhores atiradores do Paraná. No entanto, a disputa não é aberta ao público em geral e apenas os atiradores e integrantes do clube podem assistir à competição.

Juliana Kovalin, que é CAC (Colecionadora, Atiradora e Caçadora) e proprietária da Casa Esportes Caça e Pesca de Pitanga, explica que a possibilidade de sediar essa etapa da competição começou a se tornar possível, a partir do ano passado, quando o instrutor de armamento e tiro, Everton Luiz Coterli, que é de Pitanga, foi campeão paranaense sênior de trap americano. Ele é proprietário do Clube de Tiro de Pitanga.

Essa modalidade também é conhecida como tiro ao prato, onde o atirador tem poucos segundos para conseguir acertar o alvo, que tem pouco mais de 10 centímetros de diâmetro, e sai de uma máquina. “Para nós e para o município de Pitanga é uma grande honra sediar essa competição, pois estarão aqui os melhores atiradores do Paraná”, frisa Juliana Kovalin.

Ela pede uma atenção maior por parte do município, especialmente para os responsáveis pela área de esporte, para que olhem com mais carinho para algumas modalidades esportivas que se destacam no município. “O que queremos é mais apoio, principalmente na divulgação, e que tenham um olhar para modalidades como a nossa”, frisa a proprietária da Casa Esportes Caça e Pesca.

Caça legalizada

No sábado, dia 30 de outubro, o Clube de Caça e Tiro de Pitanga recebeu o advogado e instrutor de tiro, Mardqueu Silvio França Filho, conhecido como Samurai Caçador, que esteve em Pitanga para uma palestra sobre caça legalizada e controle do javali.

Juliana Kovalin comenta que muitas pessoas não sabem que essa é uma prática permitida e autorizada pelo IBAMA para o controle desse animal, que já é considerado uma praga invasora. Ela explica que, hoje, o controle é necessário, já que o javali tem um potencial muito grande para dizimar produções agrícolas e pode ser um vetor de transmissão de doenças para animais domésticos e rebanhos. “Não existe um predador natural para o javali no Brasil; ele é um animal extremamente resistente, que tem um grande aumento populacional, se adapta a qualquer clima e sua alimentação inclui desde lavouras até pequenos animais, como bezerros, por exemplo”, pontua.

Apesar desse controle ser necessário, não é qualquer pessoa que pode fazê-lo. Ela precisa ter conhecimento de como manusear, ter uma arma adequada para esse tipo de caça e dominar as técnicas de tiro. Além disso, precisa ter registro de caçador, ter a arma registrada em seu acervo como caçador, tirar uma guia de trânsito e autorização da propriedade onde será feito o controle e solicitar a autorização do IBAMA. Os caçadores autorizados também precisam prestar contas ao órgão ambiental sobre o número de animais abatidos e, se ocorrer qualquer situação anormal, deve ser informada ao IBAMA.

Juliana Kovalin lembra que, na região, já foram vistos vários javalis em propriedades rurais, mas elas ainda não estão cadastradas para que o controle possa ser feito. “Como clube de tiro, o que estamos fazendo é levar a informação correta, pois não é qualquer pessoa que pode entrar na propriedade e caçar o javali; ele pode ser um vetor de doenças, como a febre aftosa, e isso pode causar prejuízos incalculáveis ao Brasil”, cita.