Umidade no solo deve garantir bom desenvolvimento inicial das plantas na região de Pitanga

José Guilherme Camilo comenta clima favorável para plantio na região de Pitanga

José Guilherme Camilo comenta clima favorável para plantio na região de Pitanga

Após um período longo de poucas chuvas e escassez hídrica, o Paraná e, em especial a região central, vem recuperando a umidade no solo, em função dos bons volumes de chuva que estão caindo neste mês de outubro. Para se ter ideia, segundo o Deral (Departamento de Economia Rural), órgão ligado ao Núcleo Regional da Seab (Secretaria de Agricultura e Abastecimento) de Pitanga, do dia 1 até o dia 18 de outubro, foram registrados 354 milímetros de chuva no município. Para comparar, no mês de outubro de 2020 foram registrados apenas 60 milímetros.

O chefe do núcleo regional da Seab de Pitanga, José Guilherme Stipp Camilo, salienta que, até o final do mês de setembro, a situação era preocupante, mas com os bons volumes de chuva, o plantio e o desenvolvimento inicial das lavouras serão tranquilos. As primeiras estimativas do Deral de Pitanga apontam que deve haver um pequeno crescimento na área de milho (primeira safra), que deve saltar de aproximadamente 10 mil para 12 mil hectares. Desse total, cerca de 75% da área a ser cultivada já foi semeada. A área de feijão deve permanecer a mesma, com cerca de 3 mil hectares (80% da área plantada) e a soja deve ocupar o maior espaço com 170 mil hectares, no entanto, apenas 8% dos terrenos disponibilizados para a cultura já receberam as sementes. “Nosso solo é bem argiloso, com exceção de algumas regiões mais arenosas no município de Cândido de Abreu, que retém muita água e o produtor consegue aproveitar melhor essa umidade”, frisa o chefe do núcleo da Seab.

Com a previsão de tempo firme durante essa semana, a tendência é que o plantio seja intensificado, assim como a colheita do trigo, que já está atrasada na região de Pitanga. “Ainda temos muito trigo na lavoura e, com a alta umidade, ele vai perdendo qualidade; isso faz com que o produtor perca dinheiro quando for vender sua safra, apesar do mercado do trigo estar bom e o preço ser interessante. A planta perde muita qualidade com a umidade e por isso o agricultor pode ter prejuízo”, frisa.

José Guilherme Camilo comenta que o agricultor precisa seguir as recomendações técnicas, realizar os tratos culturais e fisiológicos que a planta necessita e fazer o plantio dentro zoneamento recomendado. “Houve um aumento nos custos de produção, mas os preços ainda estão bons e o nosso produtor é muito competitivo, independente do seu tamanho, ele tem tido acesso às tecnologias e está fazendo o dever de casa. Acredito que teremos uma excelente safra”, ressalta.