Safra de trigo deverá ter perdas menores que as estimadas

Produção está 30% menor que a média histórica do cultivo de trigo na região

Produção está 30% menor que a média histórica do cultivo de trigo na região

Produtores rurais do centro do Paraná estão acelerando a colheita de trigo em toda a região. O tempo seco tem possibilitado que as máquinas façam o trabalho com agilidade e, sem chuvas, a qualidade do grão colhido é considerada boa.

O gerente da unidade da Coamo de Ivaiporã, Domingos Carlos Fontana, informa que as áreas colhidas estão apresentando uma produtividade um pouco maior do que a que estava sendo prevista, há cerca de um mês. As lavouras sofreram com as geadas e os longos períodos de estiagem e, por esse motivo, a estimativa inicial dos técnicos da Coamo é que a produtividade tivesse uma queda entre 35% a 40%, com produção de 80 a 85 sacas por alqueire.

No entanto, até o momento, a média da produção está entre 90 a 95 sacas, que deve representar uma quebra, em relação à produção média, na ordem de 30%.

O gerente da Coamo avalia que as primeiras lavouras colhidas na semana passada estavam mais afetadas pelas geadas e as últimas áreas sofreram mais com a estiagem, mas mesmo assim, a quebra tem sido uniforme. “O trigo é uma cultura que suporta bem a estiagem, mas o melhoramento da cultura, para que ela fosse plantada em um país tropical como o Brasil, sacrificou essa característica, e a falta de chuvas afetou um pouco a produção”, salienta.

Já um fator que está sendo positivo, nessas primeiras lavouras, é a qualidade do grão, que é fundamental para definir o preço pago ao produtor. O trigo considerado pão tem a melhor remuneração e, para atingir essa classificação, o failing number precisa ficar acima de 240 e a maioria das lavouras colhidas até o momento está acima de 400.

Domingos comenta que o que está puxando os preços no mercado atual é a falta do produto. Países que tinham um pouco de trigo em estoque acabaram usando-o para complementar a ração animal e, com isso, existe falta de trigo no mercado. Além disso, a produção brasileira ficará abaixo das estimativas e a tendência é do preço subir.