Apae de Ivaiporã recebe visita de autora do método Abacada

Material didático é entregue na Apae de Ivaiporã

Material didático é entregue na Apae de Ivaiporã

A Escola de Educação Especial Apae de Ivaiporã recebeu na quinta-feira, 23 de setembro, a visita da professora Cláudia Mara da Silva, autora do método de alfabetização Abacada, atuando por mais de 30 anos com educação especial. Na ocasião, Cláudia Mara visitou as instalações da Apae e fez a entrega do material didático adotado pela escola.

Cláudia Mara da Silva explicou que, após se aposentar, começou a se dedicar ao estudo da alfabetização de alunos com deficiência intelectual e que o material didático utilizado pela Apae de Ivaiporã é específico para alunos com dificuldade de aprendizagem, seja por deficiência intelectual, autismo ou síndrome de down. “O Abacada é um método fundamentado no método fônico e sodré, onde trabalhamos com sílabas porque ensinar nome de letra atrapalha o processo de alfabetização de alunos que tem alguma deficiência. O Abacada se mostra muito eficaz na alfabetização desses alunos porque demonstra como se forma a sílaba e como elas se juntam para formar as palavras”, disse.

A professora lembrou que, conforme estatísticas, no Brasil, aproximadamente 30% dos alunos saem do 3º ano sem estarem alfabetizados. Por outro lado, ela ressaltou que as Apaes do Paraná são um espaço acadêmico que trabalha com a área do conhecimento e do desenvolvimento e servem de exemplo com relação ao material didático diferenciado. “Alfabetizar não é tão fácil quanto parece e alunos com dificuldade precisam de adaptação pedagógica e curricular. Tenho certeza que o Abacada mostra esse caminho com os diretores e professores acreditando na eficácia do método, porque a pessoa que não sabe ler e escrever se sente excluída do mundo letrado”, acrescentou, lembrando que o método é totalmente inclusivo, independente da dificuldade de cada aluno.

Conforme a diretora Vera Beltrão, a adoção deste método de alfabetização tem como objetivo ampliar o potencial de aprendizagem dos alunos. Ela explicou que os professores farão curso de aperfeiçoamento profissional para execução do método. “Descobrimos esse método por meio da Secretaria Estadual de Educação e adotamos o Abacada na escola. Temos alunos de diversas idades e etapas e, nesse tempo em que estamos utilizando o método, vemos alunos que aprenderam a ler ou estão bem próximos da alfabetização, mesmo em tempos de pandemia. Só temos pontos positivos para elencar sobre o método Abacada”, frisou Vera Beltrão.