22ª Regional de Saúde alerta para maior transmissibilidade da variante Delta

Lilian Silvestre e Marcelle Mareze falam da preocupação com a variante Delta na 22ª Regional de Saúde

Lilian Silvestre e Marcelle Mareze falam da preocupação com a variante Delta na 22ª Regional de Saúde

Após o primeiro caso da variante Delta confirmado em um paciente de São João do Ivaí, no dia 1 de setembro, a 22ª Regional de Saúde de Ivaiporã faz um alerta à população sobre a maior transmissibilidade dessa cepa.

Vale referir que desde as primeiras confirmações de casos em municípios paranaenses, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou a transmissão comunitária da variante Delta do coronavírus no Paraná. O conceito de transmissão comunitária é definido quando o contágio entre pessoas ocorre no mesmo território, entre indivíduos sem histórico de viagem e sem que seja possível definir a origem da transmissão.

Os estudos e relatos médicos indicam que a mais nova variante da Covid-19 é altamente transmissível e se replica mais precocemente no organismo, inclusive de quem já tomou as duas doses da vacina. A chegada da chamada cepa indiana do coronavírus ao país serve como alerta para a manutenção do distanciamento social, para a continuidade no uso da máscara e higienização contínua das mãos.

“Provavelmente o vírus esteja circulando na nossa região, devido ao aumento do número de casos confirmados dessa cepa no Estado do Paraná e no Brasil. Porém, na 22ª Regional de Saúde temos somente um caso confirmado da variante Delta, após passar por um protocolo de triagem no Lacen Paraná”, explicou a farmacêutica da Divisão de Vigilância em Saúde, Lilian Silvestre.

A farmacêutica ressaltou a importância de reforçar as medidas de prevenção devido à maior transmissibilidade da variante Delta. “É fundamental que a população se conscientize de que a pandemia não acabou e a nova variante pode causar um agravamento da situação epidemiológica”, lembrou.

A chefe de Divisão de Vigilância em Saúde, Marcelle Mareze, acrescentou que independente da cepa circulante, se o indivíduo recebeu o teste positivo para a Covid-19, a estratégia de contingência é a mesma e independente da cepa, os cuidados devem ser mantidos. Ela esclareceu que, no caso do paciente de São João do Ivaí, já recuperado da doença, foram tomadas todas as medidas necessárias para evitar a disseminação do vírus. “Foram realizadas ações e orientações necessárias, com intuito de cessar a cadeia de transmissão da covid, naquela ocasião”, esclareceu Marcelle Mareze.

Com relação ao diagnóstico, a chefe de Divisão de Vigilância em Saúde da 22ª RS, apontou que a identificação da variante Dela se dá por meio de sequenciamento genômico, feito pela Fiocruz.