Enfermeira fala sobre importância do aleitamento materno

Agosto Dourado traz o foco para a importância de uma atuação inter e multissetorial em prol do aleitamento materno

Agosto Dourado traz o foco para a importância de uma atuação inter e multissetorial em prol do aleitamento materno

Já se sabe que o leite materno é a melhor fonte de nutrição e um alimento indispensável à criança que acaba de nascer, além de ser uma proteção econômica, reduzir a taxa de mortalidade em até 13 vezes para crianças até os 5 anos de idade, diminuir as chances de infecções, alergias alimentares, doenças futuras da vida adulta, diminuir o risco das mulheres desenvolverem câncer e aumentar o vínculo entre a mãe e o bebê.

E neste mês, conhecido como Agosto Dourado por simbolizar a luta pelo incentivo à amamentação, a enfermeira do Instituto Bom Jesus de Ivaiporã, Elessandra Borzuk, lembrou que a campanha desse ano tem o tema “Proteger a Amamentação: Uma Responsabilidade de Todos”, que nos faz refletir sobre a importância de uma atuação inter e multissetorial em prol do aleitamento materno e da garantia da segurança alimentar, da saúde e do bem-estar de recém-nascidos e crianças.

De acordo com a enfermeira que trabalha com consultoria de amamentação, o ato não é só uma responsabilidade materna, mas que deve ser compartilhada, principalmente no âmbito familiar entre o parceiro e a rede de apoio que cerca a mãe, para ajudar no processo de aleitamento. “Dentro da unidade hospitalar, muitas vezes, quando a gestante chega para ter o bebê, ela não conhece os benefícios do aleitamento materno, a visão é de que é só pôr no peito que ele vai sugar, ele vai mamar e ganhar peso, mas, muitas vezes não é assim que acontece, porque existe um processo de conhecimento mãe e recém-nascido, por isso, é importante instruir as mulheres sobre a importância da amamentação e do incentivo da rede de apoio nesse processo”, explicou Elessandra Borzuk.

A especialista mencionou que no ISBJ, os bebês são encaminhados para mamar dentro do centro cirúrgico, colocado para sugar o seio materno e destacando para a família a importância que a rede de apoio tem para a mãe.

Experiência vivida pela psicóloga Mayara dos Santos Amaral Betim, que relatou a importância da rede de apoio e da amamentação compartilhada. “A rede de apoio para o aleitamento materno foi de extrema importância, mesmo antes do nascimento do José Francisco, tive o apoio e conscientização da doula, enfermeira Elessandra sobre como seria essa nova fase e as boas práticas para a amamentação. Assim que o meu bebê nasceu, pude amamenta-lo na primeira hora, com a ajuda da Elessandra, e prossegui amamentando tanto com a ajuda dela quanto da minha família, que também foi imprescindível para que a amamentação continuasse. Neste período, venho recebendo muita colaboração da família nas tarefas do dia a dia, participando dos cuidados com o bebê, me acompanhando nas consultas, apoiando emocionalmente durante as dificuldades e incentivando a continuação da amamentação no retorno da licença-maternidade”, descreveu.

A empresária Elisângela Tardivo Marigo Bichara disse que a amamentação foi uma experiência desafiadora na vida dela. “Logo após o nascimento, tive dificuldades para que meu filho ´pegasse o peito´, e eu tinha que amamentá-lo para sair do hospital, caso contrário seria fornecido fórmula, o que eu definitivamente não queria, pois sempre sonhei em amamentar meu filho. Entretanto, logo no início tive ajuda da Elessandra - doula, uma excelente profissional que me deu todo apoio desde as primeiras horas, me mostrando que não obstante toda dificuldade a amamentação era possível. Hoje, sei que aqueles primeiros momentos com ela ao meu lado foram cruciais para que eu não desistisse de dar o peito ao meu filho”, completou Elisângela Bichara, ao relembrar o apoio da equipe profissional e do esposo que sempre estiveram ao lado dela nos momentos de dificuldade e foram cruciais para que ela não desistisse do sonho da amamentação.