Otite é coisa de adulto, também!

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Conheça os tipos de infecção de ouvido que podem acometer tanto adultos quanto crianças

Dor intensa, coceira, sensação de obstrução no ouvido. Esses sintomas podem surgir em várias fases da vida e representar desde uma simples irritação momentânea até casos de infecção, chamada otite.

Esse processo inflamatório tem lugar em três regiões diferentes: orelha externa, média e interna. Cada uma com causas, sintomas e tratamentos específicos, que vamos conhecer a seguir.

Dor de ouvido ou otite? Como identificar?

Sentir dor no ouvido pode ser muito desagradável e é comum recorrer a estratégias caseiras para buscar um alívio imediato. No entanto, entender as causas do desconforto faz muita diferença no rumo que a dor pode tomar.

Otites são recorrentes em bebês e crianças pequenas, porque o sistema auditivo ainda não está totalmente formado, o que facilita a entrada de bactérias e outros agentes de risco. Mas, independentemente da idade, a dor no ouvido pode acontecer e é importante a avaliação clínica, porque as causas podem envolver motivos diversos.

A identificação acontece de maneira clínica, independentemente da idade. Como diversas doenças podem ter como sintoma a dor de ouvido, tais como sinusite, alguns tipos de alergias respiratórias, erupção dos dentes sisos, entre outros, apenas a análise de um profissional capacitado pode determinar se existe uma infecção no local.

Quando não tratada adequadamente, a otite pode evoluir cronicamente e resultar em problemas na audição, como perda parcial ou total e até mesmo resistência da infecção no organismo.

Tipos de otite

As infecções são classificadas de acordo com a região do ouvido em que estão localizadas. Existem quatro estruturas principais: ouvido externo, médio, interno e tuba auditiva.

Otite externa: afeta a orelha externa (entre a entrada da orelha e o túnel que leva à orelha média) e é mais frequente no verão, devido ao acúmulo de água em banhos de piscina e de mar – ou para quem pratica natação, por exemplo. Por isso, também é conhecida como “ouvido de nadador”.

Os principais sintomas são dor e coceira, que passam em poucos dias naturalmente ou com uso de medicamentos e antibióticos, de acordo com indicação médica.

Otite média: é o tipo mais comum entre crianças a partir das primeiras semanas de vida, mas pode acontecer em qualquer idade. Afeta a orelha média (ou ouvido médio), normalmente onde está o tímpano.

A inflamação é consequência da presença de vírus e bactérias e pode vir acompanhada (ou após a recuperação) de gripes, alergias e outros quadros respiratórios. Os sintomas variam entre dor intensa, coceira, febre, náuseas e obstrução das vias aéreas (ouvido “entupido”).

Esse tipo de otite pode ser dividido em níveis de gravidade:

• Otite média aguda: quando a inflamação passa de sintomas leves e causa dores mais fortes

• Otite média aguda recorrente: quando há mais de quatro casos no período de um ano

• Otite média secretora: quando há acúmulo de secreção na orelha média, provocando uma sensação de “ouvido tampado”, e necessita de acompanhamento médico para realizar a limpeza do material acumulado internamente

• Otite média crônica: quando a inflamação dura três meses ou mais, resultado de disfunções na anatomia da orelha ou de tratamento inadequado de um episódio agudo

Otite interna: menos habitual que as duas primeiras, a versão interna da infecção acontece no tímpano e na tuba auditiva, o que a torna mais grave que as demais. Os sintomas abrangem os mesmos das outras variações, com o acréscimo de tonturas e perda de equilíbrio (o que pode confundir com labirintite).

Nesse caso, o tratamento envolve acompanhamento médico especializado constante e, dependendo da duração dos sintomas, o paciente pode ser hospitalizado devido à possibilidade de complicações.

Cuidados para adultos e crianças

Geralmente, a prevenção é feita evitando umidade no ouvido e uso de cotonetes. Quando houver necessidade de uma limpeza mais profunda, é recomendado buscar auxílio profissional. Outra maneira de prevenir as infecções de ouvido é tratando adequadamente gripes e resfriados e evitar o contato com pessoas que estejam gripadas.

No caso das crianças, por conta da interação nas escolinhas e outros espaços de cuidado, o contato com os colegas, gripados ou não, é praticamente inevitável. Também se aconselha evitar o uso de chupetas devido à possibilidade de compartilhamento e, consequentemente, transmissão de agentes infecciosos. Por isso, a atenção dos responsáveis deve ser redobrada quando houver qualquer sinal de desconforto.

O tempo de imersão em água (como piscina e mar) deve ser diminuído para evitar a exposição a bactérias que causam infecções. Se houver sensação de água no ouvido, que não some naturalmente, não deve ser descartada a ida a um profissional para limpeza.

São pequenos cuidados que, juntos, fazem a diferença na saúde dos nossos ouvidos.