Lá vai o Flamengo

Lá vai o Flamengo

A vida de técnico do ex-goleiro Rogério Ceni não tem sido fácil. O homem parece não ser bom, mesmo, de vestiário, especialmente para comandar jogadores de maior expressão. No Cruzeiro, os caras puxaram o tapete dele e, agora, pelo visto, ocorreu o mesmo no Flamengo. Bastou ele sair e Renato Gaúcho assumir, que o mesmo grupo de jogadores deu uma resposta positiva e o Flamengo vai massacrando seus adversários, como fez na goleada de virada, em cima do São Paulo. No futebol tem coisas que acontecem, que o pobre torcedor não tem a mínima ideia. Só quem está no meio, sabe.

Favoritos

No início do campeonato brasileiro da série A, eu não tinha tanta confiança no Palmeiras. No entanto, o tempo mostrou que eu estava errado. O Palmeiras lidera o campeonato e vem jogando futebol de campeão. É, sim, um dos favoritos. Não é o maior favorito, no meu ponto de vista, pois vejo o Flamengo nessa condição, mas está na briga pelo título. Palmeiras, Flamengo ou Atlético (MG), um desses três será campeão brasileiro este ano. Não vejo outro time nessas condições. Cheguei a me enganar com o RB Bragantino, mas foi apenas fogo de palha. Não tem cacife para brigar por título na elite nacional.

Os paranaenses

O Athletico mostra mais uma vez a sua força a nível nacional. Faz ótima campanha na série A e deve figurar, ao final, na zona da Libertadores da América. É um clube muito organizado. Sem dúvidas, é o grande clube, atualmente, do futebol do Paraná. Na série B, o Coritiba, mesmo com um tropeço aqui, outro ali, tem todas as condições de conseguir o acesso à série A. Já o Operário tem bala na agulha apenas para se manter na série B. Por outro lado, a situação do Londrina é muito ruim, com chances de voltar para a série C, o que seria lamentável pela história do clube e pela estrutura da cidade, que merece um time na série A. Na série C, o Paraná só tenta escapar do rebaixamento para a 4ª divisão. Na série D, o CR Cascavel está mostrando condições de brigar pelo acesso.

Jogos Olímpicos

A medalha de ouro é o patamar mais alto em qualquer competição. No entanto, dessa vez, a medalha de prata da skatista Rayssa Leal, a Fadinha, de apenas 13 anos, acabou ganhando maior destaque do que a medalha de ouro do surfista Ítalo Ferreira. São duas medalhas muito significativas para o Brasil, em modalidades que mostraram que não poderiam mesmo ficar de fora das Olimpíadas.

Arbitragem caseira

Vi nas disputas do Skate e do Surfe, que acompanhei com mais atenção, até agora, nos Jogos Olímpicos, arbitragens muito caseiras. Não concordo com algumas “super notas” dadas a atletas japoneses, nessas duas modalidades. Não quero desmerecer ou desqualificar os atletas da casa. Não é isso. Mas que deram uma “mãozinha”, deram. A desclassificação do surfista brasileiro Gabriel Medina, para a final, foi uma prova disso.