Dia do sacerdote é comemorado em 4 de agosto

Padre Romano Gnesotto

Padre Romano Gnesotto

No dia 4 de agosto, celebra-se o Dia do Sacerdote. A data é comemorada desde 1929 e foi instituída pelo Papa Pio XI, no mesmo dia da festa de São João Maria Vianney, sacerdote francês catequizado pelas irmãs de São Carlos de Lyon, que tem residência em Ivaiporã, e padroeiro de todos os sacerdotes.

O mês de agosto também representa um período importante para a Igreja Católica, por ser o mês Vocacional, instituído desde 1981, pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dedicando todos os dias deste mês à oração, reflexão e ações das comunidades direcionado aos temas vocacionais.

O Paraná Centro conversou com os padres Edivaldo Ferreira dos Reis, da Comunidade Bom Pastor, pertencente à Paróquia Bom Jesus, e Romano Gnesotto, da Paróquia Santíssima Mãe de Deus de Ivaiporã, em que falaram sobre a experiência do sacerdócio, de ser presença de Deus no mundo e da importância das vocações.

Vivenciando os primeiros meses como padre junto à Comunidade Bom Pastor, o padre Edivaldo Ferreira dos Reis, 28 anos, completará um ano de ordenação sacerdotal na Diocese de Apucarana em novembro. O religioso comentou que está feliz e realizado por ser sacerdote e por trabalhar na Comunidade Bom Pastor neste início de ministério.

Ele mencionou a carta aos hebreus que diz que todo sacerdote é um homem retirado do meio povo para estar a serviço do povo, para exemplificar que Deus chama cada um de nós a escolher um caminho e uma vocação. “A vida de um sacerdote é de doação. Ser presença de Deus para mim mesmo, para a igreja e para cada um com quem eu possa me encontrar, traz sentido e significado para nossa existência. O chamado de Deus supera as limitações humanas”, disse o padre Edivaldo Reis.

O religioso citou que com a pandemia os padres também precisaram se adequar à nova realidade, não só em espaço físico, mas também no modo de serem evangelizadores próximos das pessoas em uma época em que se recomenda o distanciamento social. Ele cita que a prática da fé cristã teve que ser adaptada, tocando nas pessoas de uma forma diferente, um tempo de recomeço e renascimento na presença de Deus. “Muitas pessoas nos procuram e dizem que nunca se aproximaram de Deus como nestes tempos, por outro lado, há aqueles que têm caído na angústia, desespero, solidão e, por isso, temos procurado estar próximos delas espiritualmente”, ressaltou padre Edivaldo.

Padre Edivaldo Reis

Padre Edivaldo Reis

Por sua vez, padre Romano Gnesotto, 82 anos, pároco da Paróquia Santíssima Mãe de Deus de Ivaiporã, comemorou neste ano 57 anos de ordenação sacerdotal. Italiano, ordenado em Roma em 1964, o sacerdote chegou à Diocese de Apucarana em 1972 onde permanece até hoje. Ele contou que desde criança gostava de ir à igreja e foi coroinha, até entrar no seminário com 12 anos de idade e se tornar sacerdote na Itália, incentivado por um primo que era seminarista.

Romano Gnesotto lembrou que é muito importante para o povo cristão celebrar as várias vocações. “O padre tem a vocação de pastor, continuando a missão de Jesus, especialmente celebrando o sacramento da Eucaristia, para que o povo tenha na comunhão, o alimento da própria fé”, ressaltou, citando que para ele a maior das vocações cristãs é a família.

Conforme Romano Gnesotto, a pandemia fez com que a igreja e os padres tivessem que se adaptar sem deixar a missão de evangelizar. “Foi preciso adaptação às mudanças e mostrar que mesmo à distância é importante manter a espiritualidade, compromisso e celebrar a fé cristã”, reforçou o religioso, que iniciou a atividade religiosa em Ivaiporã no começo da década de 70, na Paróquia Bom Jesus.