Profissionais de enfermagem fazem carreata

Profissionais de saúde e familiares reivindicam melhorias em salário e carga de trabalho

Profissionais de saúde e familiares reivindicam melhorias em salário e carga de trabalho

Enfermeiros, técnicos de enfermagem e familiares desses profissionais dos municípios de Pitanga, Boa Ventura do São Roque e de Santa Maria do Oeste participaram, no dia 30 de junho, de uma carreata, com mais de 40 veículos, pedindo a aprovação do projeto de Lei que tramita há 20 anos no Senado Federal, de autoria do então senador Fabiano Contarato, que regulamenta tanto o piso mínimo para enfermeiros e técnicos de enfermagem como também a carga horária de trabalho.

Vera Lúcia Pczek, que é técnica de enfermagem há 25 anos no Hospital São Vicente de Paulo de Pitanga e umas das organizadoras do ato, disse que a pandemia provocada pela Covid-19 fez com que a carga de trabalho dos profissionais de enfermagem fosse ainda maior, já que muitos deles ficaram doentes e tiveram que se afastar; aumentou o número de pessoas atendidas e também dos profissionais que perderam a vida, por estarem na linha de frente de combate à doença. “Apesar do reconhecimento da sociedade, decidimos que é hora de lutar por um piso salarial justo e uma jornada de trabalho específica”, ressalta.

Atualmente, o piso salarial do técnico de enfermagem fica em torno de R$ 1,2 mil e do enfermeiro varia entre R$ 1,7 mil e R$ 3 mil, dependendo do local de trabalho. Muitas vezes, a remuneração é insuficiente e obriga o profissional a trabalhar em dois ou três turnos ou ter mais de um emprego. A luta da classe é para uma remuneração mais justa e por uma carga de trabalho de 30 horas semanais, como já ocorre com outras profissões do setor público. “O objetivo da manifestação foi chamar a atenção da população para que nos dar apoio e também para pedir ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para que esse projeto de lei seja pautado; escolhemos o dia 30 de junho, como dia de luta nacional pela enfermagem e para mostrar que precisamos do apoio da população para que essa lei seja colocada em pauta e regulamentada”, destaca Vera Lúcia Pczek.