Hospital São Vicente de Paulo praticamente dobra demanda por oxigênio

Empresas podem fazer doação de oxigênio para hospital de Pitanga

Empresas podem fazer doação de oxigênio para hospital de Pitanga

A falta de leitos hospitalares em unidades especializadas no tratamento da Covid-19 tem feito com que pacientes com sintomas ou mesmo com a comprovação da doença fiquem mais tempo em enfermarias de hospitais da região, enquanto aguardam vagas em leitos dos hospitais de referência no tratamento da doença.

Segundo a diretora administrativa do Hospital São Vicente de Paulo de Pitanga, Izabela Korobinski, no ano de 2020, entre os meses de março a dezembro, o consumo médio de oxigênio da unidade era de 560,7 m³ por mês. Como os pacientes estão ficando mais tempo no hospital, aguardando a abertura de novos leitos, houve um crescente aumento na demanda do insumo e, nos meses de março, abril e maio, a média mensal subiu para 1.076,7 m³, aumento de 92%.

Atualmente, o hospital tem utilizado entre 13 e 16 cilindros, a cada dois dias. Até então, as recargas aconteciam duas vezes por semana e agora são necessárias três vezes por semana, sendo que, para o hospital, cada recarga custa entre R$ 700 e R$ 2,2 mil. “O oxigênio é fundamental no hospital, pois além de ser utilizado em pacientes de Covid, também é utilizado em cirurgias que precisam de anestesia e inalação de medicamentos”, pontua Izabela Korobinski.

Na semana passada, o hospital recebeu a doação de recarga de 16 cilindros com 10m³ cada da empresa Ruzam Parafusos e Ferramentas. “Toda a ajuda é bem vinda e precisamos do oxigênio para não parar o tratamento dos nossos pacientes”, frisa a diretora.