Prazo para atualização de rebanhos é até 30 de junho

Maria Andreola orienta produtores sobre prazo da campanha de atualização de rebanho

Maria Andreola orienta produtores sobre prazo da campanha de atualização de rebanho

Os produtores rurais do Paraná precisam fazer a atualização de rebanhos junto à Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). A supervisora regional da unidade da Adapar em Ivaiporã, Maria Andreola, lembrou que o procedimento de atualização cadastral vale para todas as espécies criadas com algum fim comercial, como bovinos, bufalinos, cabras, ovelhas, suínos, cavalos, jumentos, mulas, galinhas, peixes, além de caixas de abelhas.

A Campanha de Atualização de Rebanho começou no dia 1º de maio e se estende até 30 de junho, sendo que o trâmite pode ser cumprido pelo site da Adapar ou na unidade e instituições autorizadas mais próxima do produtor, sempre com as devidas medidas de segurança em relação à pandemia de Covid-19.

O principal objetivo dessa atualização, realizada anualmente desde 2019, é garantir a rastreabilidade e a sanidade do rebanho paranaense. A exigência do cadastro foi implantada como parte das ações que substituem a vacinação obrigatória de bovinos e bufalinos contra febre aftosa, que acontecia em duas fases, anualmente.

Com a retirada da vacina, a Adapar substituiu a comprovação da vacinação pela campanha de atualização de rebanhos, para assegurar o controle sanitário no Estado por outros meios. Por isso, o procedimento é obrigatório e fundamental, ainda mais neste momento em que o Paraná deve ser reconhecido como área livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), ainda no mês de maio. “Possibilita a abertura de mais mercados em países que neste momento ainda não compram do Paraná, impactando principalmente na exportação de aves e soja”, disse Andreola.

Além de precisar ser feita por se tratar de uma medida de segurança para o próprio setor, quem não atualizar o cadastro está sujeito a algumas penalidades. “O produtor deve ser o responsável pelo próprio rebanho e ter o comprometimento de que é necessário fazer a atualização cadastral para evitar autuações”, pontuou.

A primeira delas é o fato de não conseguir movimentar os animais, pelo bloqueio sistêmico da emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), o que inviabiliza a atividade econômica dos pecuaristas. Outra é a possibilidade de multa.