Coamo vai investir R$ 81 milhões em nova fábrica de ração

Aroldo Galassini e Ratinho Júnior conversam sobre investimento da Coamo em nova fábrica de ração

Aroldo Galassini e Ratinho Júnior conversam sobre investimento da Coamo em nova fábrica de ração

O Governo do Paraná e a Coamo Agroindustrial vão ampliar a parceria institucional nos próximos meses. A cooperativa vai iniciar, ainda neste ano, a construção de uma fábrica de ração animal nas proximidades do atual parque industrial, em Campo Mourão. O investimento será de R$ 81 milhões, com a geração inicial de 68 empregos diretos e outros 100 indiretos. O anúncio foi feito pelo governador Carlos Massa Ratinho Júnior e por diretores da Coamo durante reunião nesta terça-feira, dia 11 de maio, no Palácio Iguaçu, em Curitiba.

O Estado, por meio da Secretaria da Fazenda, vai estudar uma alternativa viável para que a cooperativa possa usar no projeto parte do crédito que possui de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) relacionado a diferimento e exportação. “A Coamo é um patrimônio do Paraná, nos orgulha com seu trabalho. Apoiamos projetos bons e vitoriosos, aqueles que temos certeza que vão crescer e gerar emprego e renda. É a soma de um bom investimento do Estado com um bom investimento da Coamo, em que todos ganham. Vamos estudar uma maneira de viabilizar a operação”, afirmou Ratinho Júnior.

Presidente-executivo da Coamo, Airton Galinari, destacou que o projeto da fábrica de ração nasceu para aumentar a renda dos associados com a industrialização do milho, algo inédito nos mais de 50 anos da cooperativa. A estimativa, destacou ele, é produzir 158 mil toneladas de ração quando a planta de 10 mil metros quadrados atingir a capacidade máxima, prevista para ocorrer em até três anos.

“Ano passado produzimos mais de 50 milhões de sacas de milho, o nosso segundo principal item (atrás apenas da soja). A indústria vai nos permitir agregar valor. Em vez de arrecadar R$ 152 milhões com a venda do milho, passamos a faturar R$ 280 milhões ao vender a ração. Dinheiro a mais que vai para o cooperado. Podemos remunerá-los melhor”, afirmou.