Lavouras de milho sofrem com estiagem

Crescimento irregular do milho está relacionado à falta de chuvas

Crescimento irregular do milho está relacionado à falta de chuvas

A falta de chuvas durante as últimas semanas está preocupando produtores rurais da região central, que já começam a enxergar os prejuízos e perda de produtividade nas lavouras. Desde o início do mês de abril não ocorrem chuvas significativas na região e os danos já são visíveis em muitas áreas de plantio do milho safrinha. Além do crescimento irregular e da falta de porte, em alguns locais já é possível ver as folhas secando, mesmo antes das plantas completarem seu ciclo de desenvolvimento.

O responsável pelo DERAL (Departamento de Economia Rural) ligado ao núcleo regional da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), Marcelo Serbai, comenta que o período mais sensível da planta está se iniciando com a floração e, se não houver uma regularidade de chuvas nos próximos dias, as perdas poderão ser significativas. “Já é possível afirmar que teremos perdas de produtividade, mas ainda não dá para avaliar uma estimativa de quanto será essa perda, até mesmo as empresas agropecuárias e cooperativas estão aguardando a estabilização das chuvas para ter uma dimensão mais real do que ocorreu”, aponta.

Marcelo Serbai frisa que as variedades de milho, que são plantadas nessa época do ano, são adaptadas a períodos mais secos e têm um grande poder de recuperação, assim que as chuvas ocorrerem. Mas o mês de abril foi o mais seco no Paraná nas últimas décadas e isso pode significar uma perda irrecuperável. “A gente tinha previsões de chuvas para os últimos dias, mas elas não se concretizaram, esperamos que ocorram uma boa chuva nos próximos dias para que as perdas sejam menores”, comenta Marcelo Serbai.

O chefe do núcleo regional da Seab de Pitanga, José Guilherme Camilo, comenta que, nos últimos anos, o milho safrinha teve problemas de produtividade mais pela falta de chuvas do que pela queda de temperatura ou geada. “A nossa maior preocupação é com aquele produtor que não fez o seguro ou os pequenos produtores que plantaram o milho safrinha, e que podem sofrer, futuramente; o preço está bom, mas teremos uma quebra do milho safrinha na região, por causa do estresse hídrico, pois não tem chuva e não há o que fazer”, comenta Camilo. A área do milho safrinha praticamente triplicou nessa safra em comparação com o ano passado, impulsionado pelo aumento de preço, mas a estiagem pode provocar uma quebra significativa.