Aspapi realiza promoção de pizza

Oxana Demczuk e Sérgio Borges – representantes da Aspapi

Oxana Demczuk e Sérgio Borges – representantes da Aspapi

A Aspapi (Associação de Proteção aos Animais de Pitanga) realiza no dia 14 de maio, a partir das 18h00, a entrega da promoção de pizza da entidade. As pessoas que comprarem o cartão da pizza podem escolher entre os sabores de calabresa, frango ou mussarela. Cada cartão custa R$ 15 e a pizza pode ser retirada até as 20h00 na Escola Municipal Ivan Ferreira do Amaral, no bairro Pitanguinha. Os cartões podem ser adquiridos na Clínica Medicão, na Clínica de Olhos ou com os voluntários da Aspapi; mais informações podem ser conseguidas na página da entidade no facebook.

Uma das voluntárias da associação, Oxana Marucya Demczuk, comenta que, nesse momento, a associação está sem recursos e com débitos junto às clínicas veterinárias da cidade. Desde o final do ano passado, a Aspapi não recebe mais recursos da prefeitura e, desde então, tem sobrevivido da contribuição dos voluntários e das doações da sociedade. No entanto, a demanda é muito maior do que os recursos permitem executar. “Estamos com algumas atividades impossibilitadas, porque a maior parte dos atendimentos demanda recursos com veterinários e não dispomos de dinheiro”, frisa. A promoção de pizza é uma maneira que a entidade encontrou para conseguir recursos de forma rápida.

A situação deve melhorar um pouco nos próximos meses, assim que um projeto encaminhado pela prefeitura for aprovado pela Câmara de Vereadores, que destina um valor mensal para várias entidades, entre elas a Aspapi. “O projeto ainda tem que tramitar por comissões e ser aprovado pelo plenário da Câmara, para depois ser sancionado pelo prefeito; e também não sabemos o valor que iremos receber por mês”, cita Oxana Demczuk.

O presidente da Aspapi, Sérgio Serafim Borges, salienta que a pandemia piorou a situação do abandono de animais de rua. Muitas famílias não estão conseguindo comprar ração para tratar seus pets e, com isso, eles estão sendo abandonados. “Às vezes, a pessoa pega um filhote e começa a tratar com amor, mas esquece que ele vai crescer, precisar de espaço, remédios e de alimentação e como não consegue cuidar, acaba abandonando-o”, salienta.

Oxana Demczuk frisa que a solução a médio e longo prazo para a redução dos animais de rua é a castração das fêmeas, especialmente as que vivem em situação de rua. No entanto, isso é caro, mesmo com as clínicas veterinárias de Pitanga cobrando apenas o preço de custo; mas sem repasse, nem isso está sendo possível. “Quando nos deparamos com uma situação alarmante, como um recente atendimento de uma cadela que estava com o útero para fora, fizemos uma vaquinha entre os voluntários para pagar o procedimento cirúrgico, mas mesmo assim, não é toda a hora que temos dinheiro para isso”, salienta Oxana.

Ela lembra que a Aspapi não tem um abrigo, uma sede e nem um carro para fazer os atendimentos e que é apenas uma associação de voluntários, que muitas vezes tiram dinheiro do próprio bolso para atender situações de animais abandonados ou em situação de risco.

A associação ainda destaca que, no orçamento desse ano, existem três emendas impositivas que destinam recursos para a Aspapi. O município tem até o final de dezembro para fazer o repasse, mas para eles, seria importante que a prefeitura pudesse adiantar o pagamento, para que houvesse um equilíbrio no caixa da associação. “Tudo o que fazemos é por amor à causa e aos animais, não temos nenhum tipo de remuneração ou recompensa financeira e precisamos muito do apoio e da ajuda da comunidade”, frisa.