Área de milho safrinha triplica na região de Pitanga

Desenvolvimento das lavouras de milho safrinha é considerado bom até o momento

Desenvolvimento das lavouras de milho safrinha é considerado bom até o momento

A área de milho safrinha na região de Pitanga deve ser três vezes maior do que a ocupada no ano passado. Segundo dados do DERAL (Departamento de Economia Rural), órgão ligado ao núcleo regional da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab) de Pitanga, a área plantada, que no ano passado foi de 7.300 hectares, nesse ano deve chegar a 21.900 hectares, pela estimativa inicial do órgão. Um crescimento de 300% em relação à área plantada no ano passado.

O técnico do Deral de Pitanga, Marcelo Serbai, destaca que essa área pode variar um pouco, já que esses dados se referem a uma estimativa de plantio. Ele salienta que os fatores que explicam esse aumento na área plantada foram os preços atrativos do milho e a utilização de variedades precoces de soja em algumas áreas, que possibilitaram o plantio do milho safrinha dentro do período de zoneamento, que foi até o dia 10 de março. “Acredito que alguns produtores também fizeram o plantio fora do período estipulado pelo zoneamento”, salienta Marcelo Serbai.

Ele destaca que, até o momento, o desenvolvimento das lavouras é considerado bom, já que houve chuvas em momentos pontuais do desenvolvimento vegetativo.

O sócio-proprietário da Producerta de Pitanga, Luiz Carlos Zampier, comenta que existe um aumento nos últimos anos no plantio do milho safrinha e que em 2021 houve um aumento significativo na área plantada. Ele destaca que essa cultura concorre com o trigo ou com uma cobertura verde, mas tem ganhado espaço por dois motivos principais. O primeiro é o preço do milho, que está excepcional, com preços acima de R$ 80 a saca. “Isso é algo inédito e até por isso os agricultores estão arriscando com o plantio do milho safrinha”, frisa.

E o outro é que existe um trabalho das empresas em desenvolver híbridos adaptados a temperaturas mais baixas, que procuram finalizar seu ciclo de produção mais rapidamente. Diferente do plantio de milho de verão, quando as temperaturas vão se elevando com o passar dos dias, na segunda safra, as temperaturas vão ficando mais baixas e o risco de uma geada é grande no final do ciclo. “Apesar das melhorias genéticas, ainda não existe híbrido resistente à geada, que mata a planta do milho; esperamos que não tenhamos geadas fortes e que a temperatura se mantenha amena até o final do ciclo do milho safrinha, que na nossa região é uma aposta”, frisa.

Produção de soja fica abaixo da estimativa

O técnico do Deral de Pitanga, Marcelo Serbai, comenta que a colheita da safra de soja na região de Pitanga chegou a 93% e que a produção, até o momento, em média está em 137 sacas por alqueire. Uma redução na ordem de 15% em comparação ao ano passado. Ele destaca que a quebra na produção se deve especialmente à estiagem no início do plantio, que atrasou o processo em algumas regiões, e o excesso de chuvas no mês de janeiro, que reduziu o período de incidência de solar e atrapalhou a entrada de maquinários para a aplicação de defensivos.