Infectologista reforça pedido para população se proteger contra Covid-19

Médica ivaiporãense lembra importância das medidas de proteção

Médica ivaiporãense lembra importância das medidas de proteção

No dia 11 de Abril é comemorado o Dia do Infectologista, estabelecido pela Sociedade Brasileira de Infectologia. Por conta da data, o Paraná Centro conversou com a médica infectologista ivaiporãense Angélica Cardoso Barros, que atende na Clínica Dr. Humberto, Hospital Regional de Ivaiporã, Instituto de Saúde Bom Jesus e Posto de Saúde Central e falou sobre a profissão, esclarecendo dúvidas e orientando a população sobre os cuidados a serem tomados com a Covid-19.

O médico infectologista é aquele que vai identificar e cuidar de pacientes acometidos por doenças infectocontagiosas e que tem como agente etiológico (causal) diversos micro organismos que podem ser vírus, bactérias, fungos ou parasitas.

A profissional destacou que o médico infectologista nunca teve tantos olhares no mundo inteiro, uma procura nunca antes vista e um diferencial em meio à pandemia que acometeu o mundo, há pouco mais de um ano.

A infectologista ressaltou o coronavírus é uma grande família viral, conhecida desde os anos 1960, alguns coronavírus podem causar doenças graves com impacto importante em termos de saúde pública, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave, identificada em 2002 e a Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio), identificada em 2012.

O vírus não tem um tropismo, ou seja, uma preferência somente pelos pulmões, trata-se de uma doença multissistêmica, que afeta os pulmões, o coração, rins, sistema nervoso, pâncreas e, inclusive, tireoide e que pode apresentar sintomas leves ou não apresentar nenhum sintoma, pode ser moderada ou grave levando ao óbito. Também pode apresentar lesões crônicas como a fibrose pulmonar ou sequelas neurológicas.

Com relação ao tratamento, a especialista esclareceu que cada paciente deve ser avaliado e tratado de forma individual, já que é uma doença que acomete de diferentes formas cada indivíduo.

Segundo a infectologista, as vacinas que já estão sendo aplicadas em profissionais de saúde e idosos representam esperança para reduzir o número de casos e de mortes no mundo todo. No entanto, ela frisou que enquanto toda a população não for imunizada, o distanciamento social aliado a cuidados como boa higiene das mãos com água e sabão, álcool gel e uso de máscaras ainda é a melhor forma de conter a disseminação do vírus. “Nada de festas clandestinas, reuniões, tenhamos um pouco de reflexão com toda essa tragédia na história da humanidade que estamos atravessando. Tenhamos mais empatia para com o nosso próximo”, pediu a médica.

Angélica Cardoso disse ser a favor do tratamento precoce. “Defendo o tratamento precoce com a Ivermectina, que já foi comprovada in vitro, in vivo, em animal e humano, com estudos randomizados, sua eficácia, não só como tratamento mas também como profilaxia. Quanto ao uso da hidroxicloroquina, a cloroquina nesses meus 20 anos de carreira, como médica na região norte, tratei milhares de malárias inclusive mulheres grávidas, no Amazonas, em várias cidades; nunca vi ninguém ter complicações, lembrando que a diferença entre o remédio e o veneno é a dosagem”, pontuou.