Manifesto da Assembleia mostra Paraná contra o modelo de pedágio federal

Deputados se manifestam contra modelo de pedágio no Paraná

Deputados se manifestam contra modelo de pedágio no Paraná

De forma inédita, a Assembleia Legislativa do Paraná elaborou um manifesto em que pontua as conclusões das audiências públicas realizadas pela Frente Parlamentar sobre o Pedágio. O documento, assinado por todos os 54 deputados estaduais, demonstra que a sociedade paranaense é amplamente contrária à proposta do Governo Federal para a concessão de rodovias.

O manifesto do legislativo estadual foi protocolado na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A data marca o encerramento da Audiência Pública 01/2021, aberta pelo órgão federal para coletar críticas e sugestões ao modelo de concessão previsto para o Paraná.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano (PSDB), relatou que há uma preocupação muito grande dos paranaenses com o modelo que está sendo proposto e que esse manifesto do Poder Legislativo é resultado de diversas audiências públicas realizadas pelo estado com a sociedade civil organizada. “O modelo que hoje se desenha não é o que os paranaenses estão querendo. Não conseguem aceitar em função de todo um histórico. Queremos tarifas justas e duplicação de estradas. Falo em nome do Poder Legislativo e há um consenso de que não dá para absorver o modelo que está se tentando implantar no Paraná”, afirmou.

O primeiro-secretário da Assembleia, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSB), afirma que o documento alerta que, diante da atual situação e do modelo proposto, a posição majoritária dos deputados e deputadas é de não autorizar a cessão das rodovias estaduais para integrar o programa de concessão. “São 1.163 quilômetros dos 3.327 quilômetros que formam o projeto. O Paraná busca um modelo que assegure tarifas justas, obras e competitividade. Uma licitação pelo critério do menor preço e que não limite a competitividade”, salienta. “Em síntese, o Paraná se posiciona contra o modelo híbrido, quer garantias para as obras e defende que o leilão seja realizado pelo critério de menor preço de tarifa”, acrescenta Romanelli.