Jovem do Assentamento 8 de Abril potencializa vendas de verduras pelas redes sociais

Família se dedica à produção de orgânicos

Família se dedica à produção de orgânicos

A pandemia ocasionada pela Covid-19 trouxe uma série de desafios para inúmeros setores e até mesmo para a agricultura familiar, principalmente, para quem depende da venda de produtos perecíveis, como verduras e legumes, e teve dificuldade para colocar à venda seus produtos. Uma das formas encontradas para se chegar ao cliente foi a divulgação de produtos pelas redes sociais e isso tem ocorrido com a família da jovem Tacyara Engel Machado, 22 anos, que tem uma pequena propriedade rural no Assentamento 8 de Abril, município de Jardim Alegre.

Tacyara Machado estudou Agroecologia no Instituto Federal do Paraná (IFPR), campus Ivaiporã, e fazia parte de um projeto de vendas de produtos de origem agroecológica, que ocorria dentro da instituição de ensino; mas a pandemia obrigou o fechamento da instituição para atividades presenciais e, com isso, ela teve que se reinventar para continuar ofertando os produtos. A partir disso, ela criou uma página no Instagram e começou a divulgar as olerícolas produzidas na horta da família e recolher os pedidos e, a cada 15 dias, a entrega é realizada em Ivaiporã.

Tacyara Machado conta que são cerca de 50 clientes que fazem regularmente os pedidos e houve um aumento de três vezes no número de cliente a partir do momento que começou a divulgar pelas redes sociais. Para alavancar ainda mais as vendas, a família fechou parceria com alguns influenciadores digitais que estão ajudando a divulgar os produtos. O foco principal das vendas é de folhosas, como repolho, alface, rúcula e cebolinha, e essa comercialização direta ao consumidor já representa a segunda principal renda da propriedade. A atividade principal é a produção de leite.

Perfil no Instagram ajuda na comercialização dos produtos

Perfil no Instagram ajuda na comercialização dos produtos

A ideia de divulgar pela internet fez com que, além do aumento das vendas, houvesse uma aproximação entre produtores e clientes; tanto que a venda acontece, praticamente, apenas pelo meio digital, sendo que a entrega na praça em Ivaiporã é feita apenas para quem fez a encomenda previamente. “Isso também tem facilitado o feedback com os clientes, que já nos perguntam o que vai ter nos próximos dias e retornam sobre a qualidade dos produtos”, frisa.

A mãe Elenice Engel Machado ressalta que a área ocupada com a horta é pequena, mas que tem uma diversidade de produtos, e que a ajuda dos filhos na produção tem sido muito importante. Além de Tacyara, trabalham no cultivo das hortaliças os outros dois irmãos Taylan e Tayla e o pai Lauri Machado. A família produz as hortaliças sem agrotóxicos desde 2017 e a expectativa é que, em pouco tempo, a propriedade esteja certificada. Já foi dada a entrada no pedido para utilizar o selo de Orgânico e, nos próximos dias, um auditor deve visitar a propriedade para aprovar a certificação.

Para a mãe, o fato dos filhos ajudarem no trabalho da propriedade é um incentivo para eles continuarem no campo, pois na cidade está bastante difícil encontrar um emprego. “Já estamos com certa idade e, se não tiver o apoio deles para tocar a propriedade, teríamos que vendê-la e ir para a cidade”, relata.

Mesmo sem a certificação, Tacyara ressalta que os clientes têm sido fiéis e levam muito em conta o fato de não ter produtos químicos na produção, já que a grande maioria busca por alimentos mais saudáveis e naturais.