Dengue

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O vírus da dengue é transmitido pela picada da fêmea do Aedes aegypti, um mosquito diurno que se multiplica em depósitos de água parada acumulada nos quintais e dentro das casas. Existem quatro tipos diferentes desse vírus: os sorotipos 1, 2, 3 e 4. Todos podem causar as diferentes formas da doença.

A partir de 2014, seguindo a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil passou a utilizar a nova classificação da dengue. Na obra “Dengue: diagnóstico e manejo clínico – adulto e criança”, a Secretaria de Vigilância em Saúde/MS, revisou e atualizou o protocolo da doença. Nele, foi dada ênfase ao conceito de que “a dengue é doença única, dinâmica e sistêmica, de amplo espectro clínico”, que pode apresentar ou não sintomas.

Em alguns casos, a ausência de sintomas faz com que a doença passe despercebida; em outros, ocorrem complicações graves que podem levar a óbito. Essas diferenças marcam as diferentes apresentações da doença: clássica, hemorrágica e com complicações.

Observação importante - Depois de muitos anos sem registro de nenhum caso de contaminação, o sorotipo 4 voltou a circular em alguns estados do Brasil. Especialmente as crianças e os jovens não desenvolveram imunidade contra ele. Por isso e para evitar a dispersão desse vírus, o Ministério da Saúde determinou que todos os casos suspeitos de dengue 4 sejam considerados de comunicação compulsória às autoridades sanitárias no prazo de 24 horas.

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FORMAS DA DENGUE

A grande maioria das infecções é assintomática. Quando surgem, os sintomas costumam evoluir em obediência a três formas clínicas:

1.Dengue, forma benigna, similar à gripe;

2.Dengue com sinais de alarme, mais grave, caracterizada por alterações da coagulação sanguínea;

3.Dengue grave, forma raríssima, mas que pode levar à morte, se não houver atendimento rápido e especializado.

SINTOMAS DA DENGUE CLÁSSICA

Nos adultos, a primeira manifestação é a febre alta (39ºC a 40ºC), de início repentino, associada a:

•Dor de cabeça;

•Prostração;

•Dores musculares, nas juntas e atrás dos olhos;

•Vermelhidão no corpo (exantema);

•Coceira.

Anorexia, náuseas, vômitos e diarreia não volumosa podem estar presentes, mas são menos frequentes.

Num período de 3 a 7 dias, a temperatura começa a cair e os sintomas geralmente regridem, mas pode persistir um quadro de prostração e fraqueza durante algumas semanas.

Nas crianças, o sintoma inicial também é a febre alta acompanhada apatia, sonolência, recusa da alimentação, vômitos e diarreia. O exantema pode estar presente ou não.

SINTOMAS DA DENGUE COM SINAIS DE ALARME

As manifestações iniciais da dengue com sinais de alarme – as mesmas da fase febril da doença — devem ser rotineiramente pesquisadas e valorizadas. Entretanto, depois do terceiro dia, quando a febre começa a ceder, aparecem:

•Sinais de hemorragia, como sangramento nasal, gengival e vaginal;

•Rompimento dos vasos superficiais da pele (petéquias e hematomas).

A maioria dos sinais de alarme é resultante do aumento da permeabilidade vascular, a qual marca o início do deterioramento clínico do paciente e sua possível evolução para o choque por extravasamento de plasma. Em casos mais raros, podem ocorrer sangramentos no aparelho digestivo e nas vias urinárias.

SINTOMAS DA DENGUE GRAVE

O potencial de risco é evidenciado por uma das seguintes complicações:

•Alterações neurológicas (delírio, sonolência, depressão, coma, irritabilidade extrema, psicose, demência, amnésia);

•Sintomas cardiorrespiratórios;

•Insuficiência hepática;

•Hemorragia digestiva;

•Derrame pleural.

As manifestações neurológicas, geralmente, surgem no final do período febril ou na convalescença.

As formas graves da doença podem manifestar-se com extravasamento de plasma, levando ao choque ou acúmulo de líquidos com desconforto respiratório, sangramento grave ou sinais de disfunção orgânica como o coração, os pulmões, os rins, o fígado e o sistema nervoso central (SNC).

O choque é de rápida instalação e tem curta duração. Podendo levar o paciente a óbito em um intervalo de 12 a 24 horas ou à sua recuperação rápida, após terapia antichoque apropriada.