Região inicia colheita de soja com expectativa de recorde de preços

Produtor colhe cerca de 190 sacas por alqueire

Produtor colhe cerca de 190 sacas por alqueire

Os agricultores da região central devem intensificar, a partir dos próximos dias, a colheita de soja. As lavouras estão praticamente em ponto de colheita e a expectativa dos agricultores é que ela seja bastante rápida e a comercialização rentável, já que os preços pagos estão muito atrativos. Na sexta-feira, dia 26 de fevereiro, a soja era comercializada na Coamo de Pitanga por R$ 154,70 a saca de 60 quilos.

O agricultor Tarcísio Taborda, que planta 35 alqueires na região da Bela Vista, na divisa entre Manoel Ribas e Pitanga, estava bastante animado com a colheita de uma área de 6 alqueires, onde a média aferida foi de 190 sacas. Apesar da produtividade no ano passado ter ficado um pouco maior, ele destaca que o preço que será conseguido nesse ano é praticamente o dobro, o que vai garantir uma boa remuneração ao produtor. Ele ressalta que enfrentou dois problemas durante a safra, um foi o atraso das chuvas no início da lavoura e o outro foi o excesso de chuvas no mês de janeiro, que atrasou a aplicação de defensivos químicos. “Estava programada três aplicações de fungicidas e só conseguimos aplicar duas”, ressalta o produtor. Mesmo assim, ele acredita que a safra será muito positiva, principalmente com o preço, que deve compensar pequenas perdas.

O gerente da unidade da Coamo de Pitanga, Valdemir de Paula Barbosa, o Miro, salienta que na sua região a colheita está mais adiantada do que na região de Ivaiporã, sendo que 15% das áreas já estão colhidas. “A produtividade está muito boa, em torno de 170 sacas por alqueire, mas em alguns lugares, tem atingido 210 a 220 sacas por alqueire, mostrando a grande produção deste ano”, salienta.

Ele ressalta que muitos produtores, após a colheita da soja, devem investir na produção de milho de inverno. “Os preços estão muito bons e acredito que os produtores vão investir nessa área”, frisa o gerente da Coamo.

Ivaiporã inicia colheita

Na região de Ivaiporã, as lavouras colhidas ainda não chegam a 5% da área plantada e a tendência é uma intensificação dos trabalhos a partir de agora. As primeiras lavouras prontas para serem colhidas sofreram com o excesso de chuvas em janeiro e isso fez com que a produtividade tivesse uma queda, ficando em torno de 130 a 140 sacas, no entanto, o volume representa apenas 0,5% da área cultivada e a tendência é que as lavouras que forem colhidas a partir de agora fiquem próximo da média estimada para a região de Ivaiporã, na ordem de 170 sacas por alqueire. “Temos muitas variedades novas que ainda não conseguimos avaliar dentro da média esperada”, salienta o agrônomo Fernando Soster.

Ele destaca que apesar das chuvas no mês de janeiro, os produtores terão sorte, pois a ferrugem que entrou em algumas áreas, depois das chuvas, foi possível fazer a aplicação preventiva de fungicidas. “A seca que ocorreu no início do plantio e a falta de luminosidade no mês de janeiro fizeram com que o peso do grão ficasse um pouco menor, mas acredito que as próximas lavouras terão melhor produtividade”, cita o agrônomo da Coamo.

Maquinários trabalham na colheita da soja na região de Ivaiporã

Maquinários trabalham na colheita da soja na região de Ivaiporã