Apae de Ivaiporã inicia ano letivo com atividades remotas

Vera Beltrão – diretora da Apae de Ivaiporã

Vera Beltrão – diretora da Apae de Ivaiporã

A Apae (Associação de Pais e Amigos de Excepcionais) de Ivaiporã inicia ano letivo de 2021 com as atividades de forma remota. Segundo a diretora da escola de educação especial, Vera Beltrão, após uma reunião entre a Secretaria de Estado da Educação (Seed) e a Federação das Apaes, ficou decidido que, no primeiro trimestre de 2021, as aulas continuarão sendo remotas, como no ano passado. “Vamos continuar com o atendimento por meio dos grupos de whatsapp e com as atividades impressas feitas em casa pelos alunos”, cita a diretora. Algumas escolas do ensino regular devem iniciar a partir do mês de março com o modelo híbrido, em que metade dos alunos estuda na escola e a outra parte estuda em casa. No entanto, para os alunos da educação especial seguir alguns dos protocolos exigidos para esse tipo de modelo é inviável, como o uso constante de máscara, distanciamento e higienização. “São alunos do grupo de risco e muitos não conseguem seguir esses protocolos, por isso, nesse momento, o ensino continuará sendo remoto”, frisa.

Vera Beltrão cita outra dificuldade, pois alguns alunos precisam de uma atenção especial para se alimentar ou que precisam de auxílio nesse processo e tudo isso dificulta o cumprimento do protocolo. Em função disso, até o final do mês de maio, o ensino fica remoto, quando será feita uma avaliação da situação da pandemia e também de como está funcionando o modelo, além de acompanhar o andamento da vacinação.

A diretora destaca que o apoio das famílias tem sido fundamental para que os alunos consigam realizar as atividades remotas. “Precisamos de alguém da família venha até a escola para retirar as atividades e, em situações especiais, levamos para que eles”, salienta.

Vera Beltrão afirma que a pandemia está se estendendo mais do que se imaginava, mas a equipe da APAE está conseguindo dar a assistência nas orientações e atender o aluno de forma remota. “A escola fica aberta e os pais podem nos procurar para uma orientação ou ajuda no que for possível”, frisa a diretora.