Projeto Linha da Vida é lançado em Pitanga

Flavianne Svenar comenta sobre projeto desenvolvido em parceria com igreja

Flavianne Svenar comenta sobre projeto desenvolvido em parceria com igreja

Já está em funcionamento, em uma parceria entre a Paróquia Sant’Ana e a psicóloga Flavianne Teixeira Svenar, o projeto Linha da Vida. O atendimento acontece de quinta-feira a domingo, das 18h00 às 2h00, sendo que o contato deve ser feito por telefone, whatsapp ou e-mail. A psicóloga atende exclusivamente pessoas que estão pensando em cometer suicídio, em crise de depressão ou ansiedade ou que estão angustiadas e precisam desabafar, em processo de automutilação ou para pedir uma orientação. O atendimento é gratuito e pode ser solicitado pelos números (42) 99998-9017 ou pelo e-mail: [email protected]

Flavianne Svenar comenta que a proposta foi apresentada a ela pelo padre Gilson Dembinski, pois ela foi indicada por algumas pessoas e ele gostou do trabalho que ela tem nas redes sociais. Em 2020, a paróquia fez um trabalho sobre prevenção de suicídio, que ficou limitado ao Setembro Amarelo.

A psicóloga tem artigos escritos sobre o tema e já fez palestras em Pitanga, Boa Ventura e Guarapuava e, ainda na época da faculdade, fez o atendimento de duas pacientes que tinham tentando o suicídio e a terapia realizada na clínica da faculdade fez a diferença na vida delas; além de um curso que ela tem preparado sobre o assunto. “Acredito que essa bagagem que tenho ajudou na escolha da paróquia”, salienta.

Ela destaca que o projeto é muito interessante, pois, no interior, as pessoas acham que esse sentimento de suicídio é frescura, falta de Deus ou até mesmo de uma ocupação. “Hoje, temos muitos adolescentes que não têm o apoio familiar, pois os pais acham que é frescura; acredito que esse projeto será muito bom, pois vai atender tanto a cidade como o interior”, salienta.

Flavianne Svenar explica que o atendimento precisa ser com a pessoa que está passando pelo problema. “Claro que em uma situação de emergência podemos fazer uma orientação para um familiar, mas o ideal é conversar com a pessoa que está passando pelo problema ou o familiar fazer com que a pessoa entre em contato como o serviço”, salienta.

A psicóloga explica que o serviço não é uma terapia, mas sim um atendimento emergencial e uma orientação para aquele momento que a pessoa está passando. “Caso a pessoa queira ter um acompanhamento podemos fazer a indicação de um serviço público ou um profissional privado”, ressalta. Assim como a própria igreja, que conta com o atendimento de psicólogos para alguns casos.