Advogada ivaiporãense comenta caso que repercutiu no Fantástico

Advogada Beatriz Volpi comenta participação no programa Fantástico. Por: Divulgação

Advogada Beatriz Volpi comenta participação no programa Fantástico

Fonte: Divulgação

A advogada ivaiporãense Beatriz Volpi, filha dos professores Hélio Cruz Leão (Caloi) e Evelize Volpi, foi personagem de uma reportagem sobre inseminação artificial caseira exibida no dia 24 de janeiro pelo programa Fantástico, da rede Globo.

Na reportagem, a profissional, que atualmente advoga em São Paulo, representou uma das partes envolvidas sobre questões de alimentos gravídicos com decisão inédita e favorável, abrindo jurisprudência na justiça brasileira.

A advogada especialista em Direito de Família contou à reportagem do programa global, que durante a ação se apoiou nas provas de que o relacionamento existiu, de que juntas elas buscaram doadores, comemoraram a gravidez e que até o relacionamento acabar, as mulheres estavam juntas no projeto.

Beatriz Volpi relatou ao Paraná Centro que quando a decisão foi publicada, a repercussão no âmbito jurídico foi imediata. O Instituto Brasileiro de Direito de Família entrou em contato e publicou uma entrevista. E então, diversos outros veículos, também relacionados ao direito, repercutiram a notícia.

“Até que uma produtora do programa Fantástico entrou em contato, e então consegui entender o tamanho da repercussão, que já havia ultrapassado apenas o mundo jurídico. O convite para a entrevista concedida ao Fantástico é o reconhecimento de um trabalho que se iniciou muito antes do exercício da minha advocacia. Desde sempre meus pais não só me incentivaram a estudar, mas também a fazer a diferença, ter um pensamento crítico e lutar pelo que acredito. Vi na advocacia e no direito de família, uma oportunidade de unir o conhecimento e minha identificação com pautas progressistas e a repercussão desta ação mostra que estou no caminho certo”, explicou Beatriz Volpi.

Para a advogada, a decisão representa um importante precedente para o Direito de Família contemporâneo. “A decisão, que em tutela de urgência concedeu alimentos gravídicos para a minha cliente, é um importante precedente para o direito de família contemporâneo e para os direitos LGBTQIA+. A realização da inseminação caseira, ainda que não exista previsão legal, é uma realidade e não deve ser ignorada pelo direito”, observou.

Conforme Beatriz Volpi, o conceito de família evoluiu para se tornar mais igualitário e plural. “Até essa ação, a jurisprudência era apenas no sentido de permitir o registro da dupla maternidade, quando as mães, juntas, ajuizavam a ação. Essa decisão vai além e reafirma a igualdade de direito e deveres entre pessoas com diferentes orientações sexuais, porque reconhece que o fim de um relacionamento, seja ele heterossexual ou homoafetivo, não deve implicar no abandono da maternidade ou da paternidade, quando a gravidez já aconteceu e era um projeto de ambas as partes”, concluiu.

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