Chuvas devem garantir excelente produção de soja em 2021

Fernando Soster – agrônomo da Coamo de Ivaiporã

Fernando Soster – agrônomo da Coamo de Ivaiporã

As chuvas que ocorreram durante o mês de janeiro estão sendo fundamentais para garantir uma excelente produção da safra de verão. Segundo dados coletados junto à unidade da Coamo de Ivaiporã, até o dia 25, o mês de janeiro acumulou 337 milímetros com a chuva, em 17 dias. No ano passado, por exemplo, foram 166 mm com apenas seis dias de chuvas. Em dezembro, foram apenas 164 milímetros contra 199, em dezembro de 2019.

Segundo o agrônomo Fernando Soster, do departamento técnico da Coamo, o volume é considerado muito bom e ocorreu em um momento certo, justamente quando as plantas estavam começando o preenchimento dos grãos. “A soja está na fase de granação e tem uma demanda maior por água e, até o mês de dezembro, as precipitações eram pequenas e não estavam sendo suficientes, por exemplo, para repor as águas das nascentes e, com essa chuva, acredito que será suficiente”, avalia.

No entanto, a grande quantidade de dias com chuvas está fazendo com o tempo fique muito nublado e esse clima pode ser propício para o aparecimento de doenças fúngicas, especialmente a ferrugem asiática. “A orientação para o produtor é continuar com os tratos culturais e, assim que for possível, entrar com o maquinário na lavoura; ninguém conseguiu fazer esses tratos, mas é bom que, assim que possível, entre para fazer os tratos culturais, com a preocupação especialmente para a ferrugem”, salienta.

Até o começo de janeiro não havia foco da doença registrado na região, mas o clima está favorável para isso e em um momento de delicado para a planta.

Outro aspecto importante que está relacionado à chuva, é que deve alongar o ciclo da planta. Como já ocorreu certo atraso no plantio, pelo longo período de estiagem no final do inverno e começo da primavera, os produtores que esperavam colher no mês de fevereiro e ainda conseguir financiamento para o milho safrinha, terão que mudar de planos. A intenção era que até o final de fevereiro cerca de 20% da área já estivesse colhida. “Quem ainda está pensando em plantar o milho safrinha, terá que dessecar a soja para ganhar um pouco mais de tempo e tentar fazer o plantio dentro da janela do zoneamento”, ressalta.

Sobre o desenvolvimento da lavoura, Fernando Soster comenta que o desenvolvimento está excelente e que a soja se recuperou da estiagem inicial e a expectativa é de uma grande safra. Se não houver nenhum problema climático mais significativo, a expectativa é que a média de produção na região de Ivaiporã fique em torno de 170 sacas por alqueire. “O preço dos insumos teve uma alta em função do dólar, mas o preço da soja subiu mais e a expectativa é que o produtor ganhe dinheiro com isso”, frisa.

Lavouras vem se desenvolvendo bem

Lavouras vem se desenvolvendo bem

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