César Silva marcou época na música de Pitanga

César Silva chegou em Pitanga em 1985

César Silva chegou em Pitanga em 1985

César Dama da Silva, 63 anos, é conhecido em Pitanga como César Silva. Casado com Maria Lola Rosvadoski, é pai de três filhos: Paulo Cesar, que reside em Pitanga; Grasiele da Silva, psicóloga e professora universitária em Brusque; e Patrícia da Silva, que trabalha na Universidade Federal de Viçosa (MG); e avô de um neto.

O músico é nascido na localidade de São Pedro do Taquara, atualmente município de Califórnia, mas na época pertencia a Apucarana. Ainda bebê, sua família veio para Ivaiporã, onde se estabeleceu na região de Ariranha do Ivaí.

Primeiro grupo que o César se apresentou, Rock Samba, no Salão Paroquial de Manoel Ribas, em 1975

Primeiro grupo que o César se apresentou, Rock Samba, no Salão Paroquial de Manoel Ribas, em 1975

Seu início na música aconteceu em 1974, quando começou a aprender a tocar violão. “Foi um começo muito difícil, pois eram poucas as pessoas que tocavam um instrumento musical e tinham disposição para ensinar, tanto que meu primeiro contato com um violão foi com um amigo, que me ensinou uma posição para tocar Mi Maior; aquilo me cativou e resolvi aprender mais”, comenta.

Na época, César Silva se juntou aos amigos Celso Martins e Omar Neris, para aprenderem juntos e, quando um deles sabia de alguém que poderia ensinar ou aprendia alguma nota nova, repassava aos demais. Em 1975 os amigos formaram uma pequena banda, chamada 8 de Janeiro e, em 1977, com outra formação, fundaram o grupo Rock Samba, que tocava bailes em Ivaiporã e nos municípios vizinhos.

Primeira formação do Ventanas: José Evori (gato), César Silva, Pedro do Nascimento e Celso Martins

Primeira formação do Ventanas: José Evori (gato), César Silva, Pedro do Nascimento e Celso Martins

No entanto, pouco tempo depois, o grupo se desfez. César Silva se casou em 1979 e se mudou para Joinville (SC). Passado um tempo, voltou à região onde trabalhou em uma fazenda e, em 1985, foi para Pitanga, onde começou os preparativos para formar a Banda Ventanas, junto com o amigo de infância Celso Martins e com os irmãos Cutia, Pedro e Sebastião Nascimento. Eles começaram o grupo em 1987 e César Silva permaneceu no grupo até 1999, inclusive, ele destaca que foi quem sugeriu o nome da banda.

Segunda formação e o 1° cd do Grupo Os Ventanas: César Silva, Celso Martins, Valdecir Costa, Josi França (in memorian) e Veto Roque Teixeira

Segunda formação e o 1° cd do Grupo Os Ventanas: César Silva, Celso Martins, Valdecir Costa, Josi França (in memorian) e Veto Roque Teixeira

Ao sair da banda, César Silva se mudou para Cândido de Abreu, onde comprou um mercado e resolveu dar um tempo na música. “Estava decidido que não queria mais saber de música e de banda, mas a paixão foi mais forte e, seis meses depois, vendi o mercado e voltei para Pitanga”, relata. Quando voltou, César Silva se juntou com os músicos Odair Delli Colli e Edinho e, por 8 anos, continuaram tocando bailes, casamentos e diversos eventos.

Na sequência, com a saída de Odair Delli Colli e a entrada de Daniel Salvador, o grupo ganhou o nome de Toque do Povo e ficou junto até o final de 2019. Com a banda, eles tocavam bailes em toda a região central desde o município do Pinhão até Ivaiporã e, como o grupo tinha uma estrutura pequena, era mais barato para os contratantes que pretendiam fazer um baile ou um evento menor.

No começo de 2020, além do início da pandemia, César Silva sofreu um infarto e faz cerca de um ano que tocou seu último evento. “Ainda estou me resguardando e só tenho tocado na igreja”, comenta.

Última apresentação em 2020, antes da pandemia, no Acampamento em Pitanga

Última apresentação em 2020, antes da pandemia, no Acampamento em Pitanga

Além das bandas, César Silva também participou de outros projetos paralelos que envolviam a música. Ele representou o CTG de Pitanga em vários eventos estaduais, participando das invernadas artísticas; em um deles ficou em primeiro lugar no Paraná e foi representar o Estado em uma competição nacional, onde foi vice-campeão.

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Outro projeto paralelo é uma dupla com Marcos, do grupo Ventanas, que estava indo bem, feito vários apresentações, mas que também foi paralisado em função da pandemia da Covid-19.

Além da música, outra paixão de César Silva é o rádio. Ele trabalhou por muito tempo na Rádio Auriverde de Pitanga e na Rádio Alternativa de Cândido de Abreu e seu último projeto paralelo foi a participação no grupo Sant’Ana, que participou do Folclore Festival do Movimento de Cursilhos, organizado pelo Cursilho da Diocese de Foz do Iguaçu e contou com a participação de 23 equipes de todo o Brasil e que o grupo de Pitanga ficou com o primeiro lugar. “A pandemia serviu para que eu ficasse em casa e recuperasse do problema de saúde que tive; não sei como vai ser quando essa a pandemia acabar, se vou voltar a me envolver com a música como era antes ou se vou ficar apenas com os compromissos na igreja”, pontua o músico.

Formação atual do Grupo Toque do Povo: Edinho, César e Daniel

Formação atual do Grupo Toque do Povo: Edinho, César e Daniel

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