Covid-19: cuidados devem continuar após aplicação da vacina

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Com a realização da vacinação, os cuidados com a doença continuam sendo indispensáveis.

A infectologista Fabrizia Matos explica que é necessário mudar o comportamento sanitário para conviver com o vírus. “As pessoas estão achando que não precisam mais usar máscara, higienizar as mãos, mas não, é ao contrário. Temos que continuar intensificando, colocando isso como rotina como a higienização das mãos, a etiqueta respiratória, que é não espirrar ou tossir na frente de outras pessoas, usar lenços de papel descartável para caso necessite espirrar ou tossir, o uso da máscara no convívio social e manter o distanciamento de não frequentar locais com aglomeração de pessoas. Se a gente não fizer isso, não vai mudar o panorama”, explica a infectologista.

As recomendações valem para o momento pós-vacina, visto que a transmissão da doença ainda pode acontecer. Fabrizia Matos destaca que as medidas de proteção deverão continuar entre a população. “A gente vai ter que usar máscara e manter essas medidas por muito tempo. A ciência já está comprovando que a vacina vai ser muito bem utilizada, mas a transmissão do novo coronavírus vai continuar. Então é preciso que as pessoas entendam que com a vacina, ainda não estamos eximidos das medidas de proteção. A vacina vai nos ajudar para evitar que se superlote os hospitais, que pessoas do grupo de risco venham a ter sintomas e óbito, então ela é muito importante nesse sentido. Mas é preciso ter consciência de que precisamos manter as medidas amplamente divulgadas pelos profissionais de saúde”, frisou.

Vacinas

O Ministério da Saúde já está distribuindo as doses da vacina após aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo o Ministério da Saúde, a previsão é de que a vacinação dos grupos prioritários seja concluída no primeiro semestre de 2021. São eles:

– Primeira fase: trabalhadores da saúde, população idosa a partir dos 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência (como asilos e instituições psiquiátricas) e população indígena;

– Segunda fase: pessoas de 60 a 74 anos;

– Terceira fase: pessoas com comorbidades (como portadores de doenças renais crônicas, cardiovasculares, entre outras);

Outros grupos populacionais também considerados prioritários, como professores, trabalhadores dos serviços essenciais (forças de segurança e salvamento e funcionários do sistema de privação de liberdade), populações quilombolas, população privada de liberdade, pessoas em situação de rua e outros grupos serão contemplados na continuidade das fases, conforme aprovação, disponibilidade e cronograma de entregas das doses a serem adquiridas.

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