Jovens de Jardim Alegre e Nova Tebas são campeãs da Olimpíada Rural do Paraná

Flávia Zendrini, Geovana, Ana Paula, Rafaela e Marcos Paulo Zendrini

Flávia Zendrini, Geovana, Ana Paula, Rafaela e Marcos Paulo Zendrini

Ana Paula de Barros Zendrini, 16 anos, da cidade de Jardim Alegre, e Gabrieli Dumas, 16 anos, de Nova Tebas, fizeram parte da equipe que foi campeã da Olimpíada Rural, evento organizado pela Federação da Agricultura do Paraná (Faep), por meio do Senar (Serviço de Aprendizagem Rural). A ação faz parte do encerramento do programa Jovem Agricultor Aprendiz (JAA).

A instrutora do Senar na região de Pitanga, Francieli Cristina Grings, comenta que o programa JAA é um curso de 132 horas em que os alunos estudam conteúdos como desenvolvimento pessoal, gestão rural, empreendedorismo e conteúdos voltados a técnicas para a utilização na agricultura, pecuária e silvicultura. “São vários conteúdos que fazem com que os alunos refletam sobre as oportunidades que podem surgir no campo e ajudar a construir o Brasil do futuro”, ressalta.

Cerca de 600 alunos se inscreveram na Olimpíada Rural e responderam a uma prova online, com conteúdos de português, matemática e do curso, além de enviar um vídeo de apresentação. 75 alunos foram selecionados e divididos em 15 equipes para a etapa final da competição. Cada equipe foi formada por cinco alunos e buscou-se formar as equipes com pessoas de regiões diferentes do Paraná. Além das cidades da região, a equipe era composta por jovens de Ortigueira, Marmeleiro e Cidade Gaúcha. No entanto, em função da pandemia, todo o projeto foi elaborado de forma virtual, sendo que os alunos participaram de grupos de whatsapp, que foram monitorados pelo Senar. Cada grupo recebeu a proposta de uma propriedade a ser desenvolvida, buscando a sustentabilidade e melhoria da produção. Além de encontrarem soluções para os problemas propostos, eles precisavam elaborar um texto e um vídeo explicando a proposta. Além de Francieli Grings, também atuou no programa JAA, o instrutor João, da cidade de São João do Ivaí.

Ana Paula Zendrini comenta que participou pela segunda vez da Olimpíada e, no ano passado, junto com outra aluna de Jardim Alegre, ficaram em quarto lugar. Nesse ano ela atuou como líder do grupo, onde além de coordenar todas as ações, ela recebia as instruções da organização e repassava aos demais membros do grupo. “Foi bastante difícil, principalmente no início, já que a gente não se conhecia e não tinha muita intimidade, mas conhecer pessoas de outras culturas e locais é legal para aprender coisas diferentes”, ressalta.

Ela explica que o projeto apresentado previa a construção de uma queijeira, definição dos locais onde seriam plantadas as áreas de lavoura, pasto e preservação permanente, de forma que o sítio se torne sustentável e consiga ter opções para a manutenção dos filhos do casal na propriedade. Ana Paula disse que sempre ajuda os pais no sítio da família e pretende fazer o curso de Agronomia no IFPR de Ivaiporã. Sobre a vitória, ela destaca que dá uma sensação boa, pois estava competindo com pessoas de todo o Paraná e a conquista foi maravilhosa.

Flávia de Barros Zendrini, mãe de Ana Paula Zendrini, comenta que o projeto foi muito interessante, especialmente, em ver o empenho de todos os alunos em buscar soluções para tornar a propriedade rural sustentável. “Fiquei muito feliz vendo o empenho dela nesse projeto, pois sabemos que é difícil os jovens se interessarem pelo campo, mas vemos que, para nós, é bom, pois eles vão dar sequência ao nosso trabalho no sítio, trazendo novas ideia e tecnologias inovadoras”, frisa.

Gabrieli Duma com a família

Gabrieli Duma com a família

Nova Tebas

A outra integrante da região do grupo vencedor é Gabrieli Duma, moradora na comunidade de Barreirinho Santa Clara, em Nova Tebas. Filha de Mateus Duma e Ivete Iurvik, ela ressalta que decidiu participar do curso Jovem Agricultor Aprendiz (JAA) porque o conteúdo vinha de encontro com a realidade que ela vive no meio rural e a participação na Olimpíada foi desafiador, pois o grupo precisou se reunir de forma virtual e trocar experiências com os colegas, buscando soluções para chegar às ideias que foram aplicadas no projeto. “Procuramos buscar experiência que deram certo em nossas propriedades e sítios vizinhos e aplicar ao projeto; a nossa equipe sempre acreditou no potencial dessas ideias e isso fez com que nos tornássemos vencedores”, frisa.

Ela destaca que a paixão pelo campo e entender a propriedade como uma empresa foram fatores muito importantes para ela. “O curso de JAA me incentivou a socializar e buscar os recursos corretos”, finaliza.