Advogado fala sobre liminar que garante liberdade ao motorista preso

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O desembargador Antonio Loyola Vieira, da 1ª Câmara do Tribunal de Justiça do Paraná, com sede em Curitiba, concedeu a liberdade a Claudemir Nardini, acatando o pedido liminar no habeas corpus impetrado pela defesa do empresário, que estava preso desde o domingo, dia 13 de dezembro, para que ele possa responder ao processo judicial em liberdade.

Claudemir Nardini foi preso após o acidente de trânsito em que a caminhonete S-10 que ele dirigia bateu de frente com um Fiat Uno Mille onde estavam o casal Lucas Bueno e Jaqueline Toledo e a filha de um ano e dois meses, que morreram na hora.

O jornal Paraná Centro conversou por telefone com o advogado Omar Yassim que, junto com o filho Igor Yassim e os advogados apucaranenses José Teodoro Alves e Tiago Teodoro, atua na defesa do acusado. Omar Yassim é advogado da família há mais de 30 anos.

Ele explicou que essa é apenas uma liminar ao pedido de habeas corpus, que garante a liberdade de seu cliente nesse momento, mas que o mérito do pedido de liberdade será julgado no início de 2021, assim que retornar o recesso do judiciário. Ele disse que o Claudemir Nardini cumpre os requisitos para requerer a liberdade provisória, por ser réu primário, não ter antecedentes criminais, ter profissão e residência fixa. “É importante deixar claro que, nesse momento, não está se discutindo a gravidade do crime e que isso será debatido no devido processo penal; discutimos o pedido de liberdade e que isso não vai dificultar a instrução criminal, pois ele está à disposição da Justiça”, ressalta o advogado de defesa.

Omar Yasssim comenta ainda que, em sua decisão, em um dos trechos citados, o desembargador cita o fato que todas as acusações são elementos inerentes à instrução penal e não cabem ser discutidas nesse momento. O advogado disse que, em nenhum momento, o empresário tentou fugir da cena do crime, tanto que, no processo, uma testemunha relata que ele desceu do carro e ficou sentado no meio-fio e foi uma senhora que pediu para que o filho o acolhesse e o colocasse dentro de uma casa até a chegada dos policiais militares. “Se alguém tem intenção de fugir não ficaria sentado no meio-fio”, comenta o advogado.

Omar Yassim disse que seu cliente ficará à disposição da justiça e não se ausentará de responder aos procedimentos judiciais. “Nesse momento, não estamos discutindo a questão da culpabilidade, mas sim que ele cumpre os requisitos para responder ao processo em liberdade”, disse Omar Yassim.

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