Centenas de pessoas pedem justiça pela família morta em acidente

Familiares pedem justiça em frente à delegacia de Polícia Civil de Ivaiporã

Familiares pedem justiça em frente à delegacia de Polícia Civil de Ivaiporã

Centenas de pessoas participaram na tarde da segunda-feira, 14 de dezembro, de uma manifestação em frente à delegacia de Polícia Civil de Ivaiporã, pedindo justiça para o caso da família que faleceu na tarde do domingo, 13 de dezembro, em um acidente ocorrido na Rua Emílio Ganzert, em Ivaiporã. O motorista que conduzia a caminhonete S-10, que colidiu com o Fiat Uno Mille em que estava o casal Jaqueline Toledo e Lucas Bueno e a filha Heloísa, continua preso na delegacia de Polícia Civil.

A manifestação, que foi convocada pelas redes sociais e liderada por familiares e amigos do casal, reuniu centenas de carros e motos e, de forma pacífica, pediu que o suspeito permanecesse detido e responda ao inquérito preso.

Paulo César Vieira, pai do jovem Lucas Bueno, disse que não conseguia mensurar a dor que estava sentindo naquele momento e que a manifestação é para que seja feita justiça e que o motorista, que está detido, pague pela imprudência que cometeu. “Isso não pode ficar impune, são três vidas inocentes que foram perdidas; minha netinha estava com um ano e dois meses e começando a andar e a falar, minha esposa que cuidávamos dela para o Lucas e a Jaqueline poderem trabalhar; nem sei como ainda estou conseguindo ficar em pé”, desabafa.

José Carlos Bueno Farias, tio de Lucas Bueno, comentou que o casal morto no acidente estava terminando de construir a casa própria e a expectativa é que eles mudassem para lá no começo de 2021. “Eles estavam realizando o sonho da casa própria e ele era um menino muito batalhador e muito honesto; queremos que essa pessoa não fique solta pela rua atropelando as pessoas e destruindo uma família”, clamou o tio do jovem morto no acidente.

O advogado Luiz Henrique Branco, que atuará como assistente de acusação, disse que a manifestação mostra um clamor popular para que seja feita justiça e ele espera que o motorista fique preso até o julgamento do caso.

Na tarde da terça-feira, dia 15 de dezembro, a Vara Criminal da Comarca de Ivaiporã se manifestou pela conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva, ou seja, o motorista permanecerá preso até a conclusão do inquérito policial.

Paulo Cesar Vieira é pai de Lucas Bueno

Paulo Cesar Vieira é pai de Lucas Bueno

Populares realizam manifestação em Ivaiporã

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Relembre o caso

O acidente envolvendo uma caminhonete S-10 e um Fiat Uno Mille foi registrado por volta das 17h30 do domingo, dia 13 de dezembro, na Rua Emílio Ganzert, que dá acesso à Vila Residencial de Furnas. A batida foi muito violenta e o veículo Uno teve a parte de cima praticamente arrancada no choque. No carro menor estavam Jaqueline Toledo, 21 anos, funcionária do Quiosque Sírio; Lucas Bueno, 22 anos, funcionário do Paraná Supermercados, e a pequena Heloísa, de apenas 1 ano e dois meses. Todos morreram na hora. O motorista da caminhonete foi preso em flagrante por estar dirigindo alcoolizado. Ele fez o teste do bafômetro que confirmou que havia ingerido bebida alcoólica antes de dirigir. O teste apontou 0,79 mg/l de álcool por litro de sangue.

O delegado de Polícia Civil de Ivaiporã, Aldair da Silva Oliveira, disse que todos os elementos colhidos até o momento pela investigação possibilitam o enquadramento do inquérito policial em homicídio doloso qualificado, com pena mínima de 12 anos de reclusão. “O enquadramento é esse, por impossibilidade de defesa das vítimas, e o que temos até o momento é que o autor teria ingerido bebida alcoólica e, na sequência, pego a direção da caminhonete; o que temos nessa tragédia é a mistura de bebida e direção”, analisa o delegado.

Uma equipe de perícia do Instituto de Criminalística de Apucarana esteve no local para colher os elementos para a robustez do inquérito policial e a expectativa é que, ainda nessa semana, o resultado possa ser divulgado. “Fora o teste do bafômetro, que é uma prova inconteste que ele estava alcoolizado, pedimos um exame de sangue para complementar a prova e esperamos que a perícia também determine o ponto de colisão, a trajetória dos veículos e a dinâmica do acidente; mas o que sabemos até o momento é que a caminhonete se projetou sobre o carro das vítimas”, detalha Aldair Oliveira.

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