Fiscal ambiental orienta sobre criação legal de aves

Fiscalização é realizada em criadouros de Pitanga e Laranjal

Fiscalização é realizada em criadouros de Pitanga e Laranjal

Na semana passada, o Instituto Água e Terra (IAT) da regional de Pitanga, em parceria com os escritórios regionais de Campo Mourão e Umuarama e apoio da Força Verde do Batalhão de Guarapuava, realizou a operação Voo Livre na região de Pitanga, envolvendo também o município de Laranjal. O chefe do escritório regional do IAT de Pitanga, Elmiro Genero, comenta que a iniciativa era fiscalizar os criadores amadores cadastrados no sistema do Instituto Água e Terra. A presença dos técnicos de outros escritórios regionais tinha como objetivo a capacitação dos profissionais de Pitanga e a fiscalização nesses criadores regulares.

Durante a ação, começaram a surgir denúncias de criação irregular de outros pássaros e, com isso, foram apreendidos 84 pássaros de 13 espécimes diferentes: azulão, bigodinho, canário terra, trinca-ferro, pintasilgo, sabiá, entre outros.

No entanto, ainda é comum pessoas criarem pássaros como um hobby ou para ter um animal doméstico. O fiscal ambiental do IAT de Campo Mourão, Vandenir Caetano, comenta que é possível criar aves de forma legalizada. Para isso, existe o SisPass, que é vinculado ao IBAMA, onde é possível fazer a criação de aves anilhadas. O criador paga uma anuidade, cujo valor varia conforme a quantidade de animais criados, adquiridos de criadores credenciados ou trocados entre os parceiros. Toda a movimentação precisa ser informada ao órgão ambiental.

Existe outra forma de ter pássaros em casa, de forma legal e sem custo. Qualquer cidadão pode se inscrever na página do IAT e acessar o campo Termo de Guarda, onde a pessoa faz um cadastro e fica disponível para criar aves que são apreendidas durante fiscalização, mas que são tão domesticadas que não têm condições de voltar à natureza. “Geralmente são pássaros que nasceram em cativeiro ou que foram mutilados por antigos criadores”, informa Caetano, que comenta que em uma das fiscalizações realizadas pelo IAT foi apreendido um pássaro preto, cujo criador havia perfurado os dois olhos do animal. A explicação é que essa ave tem o hábito de cantar durante a noite e o proprietário cegou o animal para que ele cantasse mesmo durante o dia. “Quem tem a intenção de participar desse programa, basta se cadastrar no site e lá tem as orientações de como proceder”, explica.

Para a pessoa que é flagrada com uma criação irregular, além da apreensão da ave, o proprietário é multado, com valores que partem de R$ 500 por ave ou R$ 5 mil, se for espécime ameaçada de extinção.

Caso a pessoa tenha uma ave em casa, que não está legalizada, ela tem a opção de aderir à chamada destinação voluntária. Neste caso, o criador entra em contato com o órgão ambiental regional e faz o preenchimento do formulário e o encaminhamento da ave e, com isso, ele não responderá por crime ambiental. Também existe a possibilidade do criador ficar com a ave em seu poder, mas, nesse caso, é preciso analisar caso a caso e a orientação é também entrar em contato com o órgão e explicar a situação. “O nosso trabalho é orientar as pessoas e fazemos isso com muito prazer”, frisa Vandenir Caetano.

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