Professor explica aparecimento de formigas gigantes em Ivaiporã

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Desde às 17h00 dessa sexta-feira, dia 20 de novembro, moradores de Ivaiporã estão relatando nas redes sociais o aparecimento de formigas gigantes, algumas aladas e outras não, em praticamente toda a área central da cidade. Nos grupos de whatsapp e no facebook, muitos relatam a preocupação com a picada desses insetos e questionam o que poderia ter ocorrido para o aparecimento deles.

O jornal Paraná Centro conseguiu contato com o professor Laércio Peixoto do Amaral Neto, doutor em entomologia (estudos dos insetos) pela Universidade Federal do Paraná e professor do Instituto Federal do Paraná (IFPR) do campus de Palmas. Pelas imagens que foram repassadas ao professor, ele identificou os insetos como rainhas de formiga do gênero Atta, popularmente chamadas no Brasil como formigas cortadeiras, saúvas, içás ou tanajuras. Ele relata que entre os meses de outubro e novembro ocorre o vôo nupcial desses insetos, quando as rainhas saem de suas colônias para formar novos formigueiros. Ele explica que as formigas têm um grande porte, pois existe um grande gasto de energia das rainhas para a formação da nova colônia, sendo que elas são responsáveis por cultivar um fungo, que é usado na alimentação do formigueiro. “Como elas precisam fundar colônias cavando na terra e cultivar o fungo, geralmente elas o fazem após um período de chuvas”, explica o professor, o que ocorreu na quarta-feira, dia 18 de novembro em Ivaiporã.

O professor e biólogo Maurício Frederico, diretor auxiliar do Colégio Estadual Bento Mossurunga, avalia que o aparecimento desses animais em grandes quantidade, nesse período, pode indicar um desequilíbrio ambiental importante e demonstra uma migração desses insetos da área rural para a área urbana. Para ele, estamos vivendo um período de estiagem prolongada e o aparecimento desses animais, nessa quantidade, pode demonstrar que as formigas estão saindo de áreas no campo e indo para a cidade.

Amaral Neto ressalta que essas formigas são inofensivas no ambiente urbano, já que têm dificuldade de formação das colônias em função de muitas áreas pavimentadas; elas têm espaço para crescimento em parques e grandes áreas de gramado, mas na cidade acabam sendo comida por aves, sapos e lagartos. “Essas formigas são importantes pragas agrícolas e ocorrem em todo Brasil”, ressalta o professor Laércio Peixoto.

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