Polícia Civil prende suspeito de estuprar menina de 4 anos em Ariranha do Ivaí

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Está preso o homem de 50 anos, suspeito de estuprar uma menina de 4 anos na cidade de Ariranha do Ivaí. Segundo o delegado de Ivaiporã, Adair da Silva Oliveira, a ocorrência chegou ao conhecimento da Polícia Civil na noite da terça-feira, 3 de novembro, e durante depoimento, o suspeito confessou o crime e, por isso, a prisão em flagrante poderá ser convertida em prisão preventiva.

O homem é vizinho da vítima e não tem relação de parentesco com a família da criança. Segundo as investigações, era frequente a visita dos familiares ao vizinho e, no dia que ocorreu o crime, enquanto a mãe da criança e familiares estavam na frente da casa conversando e tomando chimarrão, o homem atraiu a menina para os fundos do imóvel, oferecendo-lhe algo, e praticou o estupro.

O caso só veio à tona à noite, quando a avó foi dar banho na menina e percebeu a vermelhidão e ela reclamou de dor na região genital. Questionada, a criança contou aos pais o que havia ocorrido.

Segundo o relato da criança, o homem teria esfregado e forçado o órgão sexual contra sua boca e genitália. A vítima foi levada a exame médico, que constatou pequenas lesões no local, indicando o estupro. O Conselho Tutelar de Ariranha do Ivaí e a Polícia Militar foram acionados e localizaram o homem, que foi detido e encaminhado à delegacia de Polícia Civil de Ivaiporã.

No interrogatório, inicialmente, ele negou o crime, mas depois confessou, admitindo o abuso. Em depoimento, a mãe e outras testemunhas descobriram que o homem já havia tentado abusar da criança em outra oportunidade, mas não tinha conseguido.

A Polícia Civil de Ivaiporã acredita que o homem possa ter praticado esse delito anteriormente e, caso alguém possa ter sofrido abuso ou saiba desse crime deve procurar a delegacia e fazer a denúncia.

Precauções

O delegado comenta que, em geral, o perfil da pessoa que comete esse tipo de abuso busca uma aproximação da criança e tenta manter um vínculo de amizade, inclusive com a família, quando não é um parente próximo. Em um segundo momento, ele tenta atrair a criança para um local ermo com algum tipo de recompensa, como um brinquedo, um doce ou algo que a criança goste. E por isso, os pais e responsáveis precisam ficar atentos e acompanhar possíveis mudanças no comportamento das crianças, principalmente, redução no rendimento escolar, isolamento excessivo, uma criança que era extrovertida e que fica muito retraída, que era calma e começa agir com violência ou que chora sem motivo aparente. “Geralmente, quando a criança sofre um abuso, passa a ter uma mudança no padrão de comportamento e, nesses casos, os pais podem tentar conversar com a criança de forma mais sensível ou procurar ajuda de órgãos como o Cras e o Creas”, informa o delegado.

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