Pitanga alerta sobre campanha de imunização contra a paralisia infantil

Campanha nacional continua até a sexta-feira, dia 30

Campanha nacional continua até a sexta-feira, dia 30

O setor de imunização da Secretaria Municipal de Saúde de Pitanga está preocupado com a baixa adesão à campanha nacional de multivacinação, que está ocorrendo em todo o Brasil e se encerra no dia 30 de outubro. Os pais que ainda não levaram seus filhos têm até as 17h00 dessa sexta-feira, para que eles recebam as duas gotinhas da vacina contra a paralisia infantil. Eles também devem levar a carteirinha de vacinação para a atualização. A campanha de multivacinação é para crianças com idade de 0 a 5 anos e para adolescentes menores de 15 anos.

A coordenadora do setor de imunização da Secretaria Municipal de Saúde de Pitanga, Maria Deron Prates, comenta que são 14 tipos diferentes de vacinas que estão ofertadas no calendário nacional de vacinação e todas elas estão disponíveis nessa campanha e, para isso, basta levar as crianças com o cartão Sus e a caderneta de imunização. Também está disponível para os adolescentes a vacina contra o HPV, que está inserida no calendário desde 2014 e é aplicada em meninas com idade de 9 a 14 anos e meninos com idade de 11 a 14 anos; e uma das novidades desse ano é a vacina ACWY, que protege contra a meningite e é recomendada para crianças de 11 a 12 anos. “Ela foi incluída nesse ano no calendário e em uma clínica particular ela é muito cara”, informou a coordenadora.

No entanto, mesmo sabendo a importância da vacinação, a procura está pequena e o percentual de cobertura está muito abaixo do esperado. Na quinta-feira, dia 22 de outubro, o índice de cobertura para a vacina contra a poliomielite estava em apenas 42% da população preconizada. A orientação é que o índice de cobertura fique em torno de 95%.

Maria Prates ressalta que alguns fatores podem estar contribuindo para essa baixa adesão, que pode ser a pandemia, o medo das pessoas em saírem com seus filhos ou mesmo as fakenews, que desestimulam o ato de vacinar. “Isso é muito preocupante, pois algumas doenças que eram consideradas erradicadas acabaram voltando ao Brasil, em função da baixa adesão ao programa de vacinas, como é o caso do sarampo”, relata. O Paraná ficou mais de 20 anos sem nenhum registro dessa doença, que inclusive rendeu o título de área livre de sarampo, mas que foi perdida pouco tempo depois.

A coordenadora do programa de imunização da Secretaria Municipal de Saúde lembra que a poliomielite, apesar de não ter mais nenhum caso no Brasil há mais de 30 anos, ainda registra casos no mundo e pode ocorrer do vírus voltar. “E a única forma de prevenir é não deixar que essas doenças voltem e para isso a vacinação é fundamental”, frisa.

Ela ressalta que todas as unidades de saúde estão abertas e preparadas para acolher os adolescentes e aplicar a vacina e, além disso, todas as medidas estão sendo tomadas como o uso de álcool gel, máscara e distanciamento e todos os profissionais estão preparados para seguir os protocolos da pandemia da Covid-19.

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