Ivaiporãenses relembram entes queridos

Suely com a mãe Maria da Costa

Suely com a mãe Maria da Costa

Na segunda-feira, 2 de novembro, é celebrado o Dia de Finados e o Paraná Centro conversou com moradores de Ivaiporã que falaram sobre a saudade que sentem de entes queridos que já faleceram.

A agente educacional Suely Inácio da Costa, que perdeu a mãe Maria Bovo da Costa, há 5 anos em decorrência de problemas de saúde, disse que apesar da distância física, a mãe é uma pessoa que estará sempre presente na vida da família. De acordo com Suely Costa, antes de falecer, a mãe estava sofrendo bastante e a família se fortaleceu para que ela não percebesse a dor dos filhos e do marido.

Suely Costa afirmou que a principal lembrança que tem na memória é que a mãe era uma mulher totalmente dedicada à família, aos afazeres do lar e à educação das três filhas.

Para ela, o significado do Dia de Finados é de respeito e lembranças por aqueles que já partiram, pois são pessoas que passaram por aqui e deixaram marcas. “Quando chega a época de finados bate uma saudade imensa e uma falta muito grande dela, por outro lado, ficam todas as coisas que ela acrescentou na nossa vida e que ela continua olhando por nós”, comentou Suely Costa, citando que a mãe era atenciosa com a família e amigos.

A agente educacional mencionou que nesses 5 anos sem a matriarca, a família sempre teve a preocupação e o cuidado com o túmulo da ente querida como forma de homenagear o corpo e o espírito da mãe. “Temos a preocupação de deixar o túmulo em ordem porque lá é nossa morada eterna, além de fazer orações por aquelas pessoas que estiveram nesse plano para que elas descansem em paz”, frisou.

Débora Cristina e a avó Zulmira

Débora Cristina e a avó Zulmira

A acadêmica de psicologia, Débora Cristina, contou que ela e alguns primos foram criados pela avó Zulmira Luiz, falecida em fevereiro de 2017, vítima de câncer no estômago. A dor pela perda da avó materna, que era o alicerce da família, desencadeou uma depressão na jovem que também faz trabalhos como modelo, mas com ajuda, principalmente da igreja, conseguiu se recuperar do problema e retomar a vida aos poucos. “A perda da minha avó foi algo muito forte porque ela era meu suporte e me incentivava em todas as minhas decisões. Gostaria que ela estivesse presente em todas as minhas conquistas e tudo que sou é graças a ela”, ressaltou.

A estudante estava morando em Brusque, mas quando a avó descobriu o câncer, decidiu voltar para ficar ao lado dela. No entanto, após um mês e meio, a senhora faleceu e a neta caiu em depressão. “Devemos valorizar as pessoas como se agora fosse o último momento, pois quando perdemos um ente querido, podemos até nos acostumar com a falta dela, mas é uma dor que nunca vai embora”, emendou Débora Cristina.

Na avaliação da jovem, o Dia de Finados é uma data de reflexão e respeito aos mortos. Entretanto, ela admitiu que essa será a primeira vez que irá visitar o túmulo e prestar homenagem a avó, que era a referência na vida dela.

Jeferson Andrade e o pai Odilon

Jeferson Andrade e o pai Odilon

O advogado Jeferson Paulo de Andrade, que perdeu o pai Odilon Andrade, aos 91 anos de idade, há 2 anos e 9 meses, comentou que a saudade é intensa para todos os familiares e amigos que conheceram o “Comandante” e que aprendeu a conviver com a ausência do pai, com quem sempre foi muito ligado, especialmente em datas comemorativas como natal, páscoa, dia dos pais, aniversário.

Pioneiro de Ivaiporã e uma pessoa sempre atuante na vida pública como vice-prefeito e vereador, o advogado ressaltou que Odilon Andrade deixou o exemplo de cidadão honesto e cordial perante a sociedade.

Com relação às homenagens do Dia de Finados, Jeferson Andrade explicou que a família costuma ir ao cemitério municipal prestar homenagem. No entanto, revelou que o primeiro finados sem o pai foi o mais difícil. “Nunca estamos preparados para perder um ente querido, especialmente alguém de dentro de casa e o primeiro finados foi o momento que mais senti e que bateu a emoção”, detalhou o advogado, mencionando os ensinamentos, espontaneidade e alegria do pai que deixou um grande legado aos que o conheceram.

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