Governador Ratinho Júnior anuncia 215 colégios cívico-militares no Paraná

Colégio Antônio Diniz é um dos indicados para funcionar como cívico-militar

Colégio Antônio Diniz é um dos indicados para funcionar como cívico-militar

O governador Carlos Massa Ratinho Júnior anunciou nesta segunda-feira, dia 26 de outubro, no Palácio Iguaçu, que o programa de colégios cívico-militares será implementado em 215 colégios estaduais de 117 municípios de todas as regiões do Estado a partir de 2021. O investimento direcionado a cerca de 129 mil alunos será de cerca de R$ 80 milhões. É o maior projeto do país nessa área.

“Esse programa será transformador para o Paraná. Para entregar a melhor educação do Brasil precisamos ampliar os projetos e trazer novas ideias”, afirmou Ratinho Júnior. Ele destacou que a média das escolas cívico-militares no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é 20% maior do que na educação tradicional. “Esse é um modelo vencedor. Se é vencedor, queremos ofertar essa modalidade. A implantação será feita de forma democrática”.

A nova modalidade de ensino funcionará com gestão compartilhada entre militares e civis em escolas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e no Ensino Médio. As aulas continuarão sendo ministradas por professores da rede estadual, enquanto os militares serão responsáveis pela infraestrutura, patrimônio, finanças, segurança, disciplina e atividades cívico-militares. Haverá um diretor-geral e um diretor-auxiliar civis, além de um diretor cívico-militar e de dois a quatro monitores militares, conforme o tamanho da escola.

Os colégios foram selecionados pela Secretaria de Educação e do Esporte e está ocorrendo uma consulta à comunidade escolar para oficializar a indicação. Um dos diferenciais é o aumento da carga horária curricular, com aulas extras de português, matemática e valores éticos e constitucionais. A lei foi aprovada neste ano pela Assembleia Legislativa do Estado, mas o programa está sendo planejado desde o ano passado.

O governador Ratinho Júnior disse que o programa está dentro do contexto do avanço dos índices do Ideb, como o salto para terceiro lugar no Ensino Médio. A rede estadual teve pontuação acima das escolas particulares nos anos iniciais do Ensino Fundamental e houve avanço qualitativo na Capital e no Interior.

Ele também destacou projetos pedagógicos de educação financeira (que será implementado em 2021) e aulas de programação (já disponibilizadas a 10 mil alunos). Citou, ainda, o Prova Paraná, com ampliação da etapa de treinamento e reavaliação dos conteúdos ensinados, e o Presente na Escola, de monitoramento e controle da evasão escolar, com resgate de mais de 60 mil estudantes.

“Não era razoável o Paraná estar em sétimo lugar no Ideb. Esses mecanismos inovadores fizeram com que o Estado conseguisse essa mudança no eixo de evolução. Agora estamos trazendo uma nova modelagem para a população escolher. A ideia é fazer com que os nossos alunos tenham dedicação, disciplina, respeito aos professores e colegas. Queremos um ambiente cada vez mais saudável nas nossas escolas”, acrescentou Ratinho Junior.

“Teremos aulas adicionais de português, matemática e civismo, para estudar leis, Constituição Federal, papel dos três Poderes, ética, respeito e cidadania. Os alunos vão estudar mais. E no Ensino Médio a principal mudança é a implementação da educação financeira”, afirmou o secretário estadual de Educação e do Esporte, Renato Feder. “A educação está se transformando no Paraná. É um modelo que acreditamos para o futuro”.

Segundo Feder, a seleção priorizou cidades de médio porte e regiões mais vulneráveis do Estado. A lista de municípios e colégios contemplados poderá sofrer alterações, conforme avaliação feita pela Secretaria de Educação a partir das consultas nas comunidades escolares.

Na região central foram selecionados colégios nas cidades de Ivaiporã, Faxinal, Palmital, Pitanga, Reserva e Turvo. Em Ivaiporã, foram selecionados os colégios estaduais Antônio Diniz Pereira e Idália Rocha. Em Pitanga foi selecionado o Colégio Dom Pedro I.

Segundo o chefe do Núcleo Regional de Educação de Ivaiporã, professor Valber Clarimundo, é fundamental que os pais e responsáveis pelos alunos participem do processo de consulta à comunidade, que se encerra já nessa quarta-feira, dia 28 de outubro, às 20h00. Os pais e responsáveis devem comparecer à escola e indicar se aceitam ou não a implantação do colégio cívico-militar. Alunos acima de 18 anos, funcionários e professores também votam no processo. Para ter validade, mais de 50% das pessoas aptas devem participar da consulta. Se uma comunidade escolar for formada por 500 pessoas, é necessário um quórum de pelos menos 251 pessoas. Para migrar ao modelo cívico-militar basta a aceitação de maioria simples dos votantes da escola, ou seja, 50% e mais um voto do total. O resultado deve ser divulgado na quinta-feira, dia 29.

Ele destaca que a direção será compartilhada, mas com funções bem distintas. O diretor geral irá focar nas questões pedagógicas e o diretor cívico-militar, que deverá ser um policial da reserva, tratará de questões burocráticas, como a parte financeira e manutenção do prédio, além da parte disciplinar.

Como terá uma carga horária maior, haverá mais aulas de português e matemática, além da disciplina cívico militar. Valber Clarimundo explica que, nesse momento, não haverá critério de matrículas, sendo que os alunos que já estudam na escola terão suas matrículas garantidas e, caso outros pais tenham interesse em matricular seus filhos nessas escolas, haverá a necessidade de abertura de vagas.

Comentários