Pitanga terá ordenação de três novos padres nascidos no município

Herick Vitchemechem, Everton Pavilaqui e Marinaldo Cheliga

Herick Vitchemechem, Everton Pavilaqui e Marinaldo Cheliga

A comunidade católica de Pitanga está em expectativa para a solenidade de ordenação sacerdotal de três novos padres. O detalhe é que ambos receberão o sacramento no mesmo dia e são todos nascidos e criados em Pitanga. Serão ordenados Marinaldo Cheliga, 27 anos; Everton Pavilaqui, 27 anos; e Herick Rogger Pinchesk Vitchemechen, 26 anos. Os três têm uma história de fé conjunta, já que foram ordenados diáconos na mesma data, em 2019, e tiveram uma formação teológica praticamente ao mesmo momento.

A solenidade de ordenação será realizada no sábado, dia 31 de outubro, e marcará a inauguração do novo salão paroquial da igreja matriz Sant’Ana. Em função da pandemia e das regras de distanciamento, a solenidade será no novo espaço de evento. O público será limitado a 700 pessoas, lembrando que o espaço tem capacidade para receber até 3 mil pessoas. Será obrigatório o uso de máscara e haverá álcool gel para a higienização das mãos.

A ordenação será celebrada pelo bispo de Guarapuava, Dom Amilton Manoel da Silva, e prestigiada por familiares, amigos, padres e autoridades municipais.

O pároco da igreja matriz Sant’Ana, padre Gilson Dembinski, ressalta que esse é um momento de celebração e alegria para toda a comunidade católica de Pitanga, pois é raro um momento em que três jovens da mesma cidade participam da ordenação ao mesmo tempo. Para eles, esse é um momento muito importante, pois é um incentivo vocacional e que pode ajudar a despertar o interesse de outros jovens na vida religiosa. O pároco reconhece que, atualmente, existe um pouco mais de dificuldade para os jovens seguirem uma carreira sacerdotal, mas ele acredita que são fases e que uma ordenação de três pessoas, como a que está ocorrendo nesse final de mês, é um incentivo para que outros jovens se espelhem e sigam no mesmo caminho.

Marinaldo Cheliga comenta que desde a infância acalenta o desejo de se tornar padre e que, apesar de ter deixado de lado um pouco na adolescência, aos 17 anos isso retornou com força e um ano depois ele ingressou no seminário Menor de Guarapuava. Para ele, os pais foram seus principais incentivadores, além do testemunho de padres e bispos que o impulsionaram a abraçar a vida sacerdotal.

Cheliga morou até os 18 anos no distrito de Barra Bonita e os pais João Cheliga Sobrinho e Maria Mendes Vaz Cheliga ainda residem na localidade.

Ele ressalta que esse momento da ordenação está sendo de profunda gratidão a Deus. “Esse itinerário, eu não percorri sozinho, muitas pessoas me ajudaram, desde a família até os formadores. Por isso, sou imensamente grato a Deus e às pessoas que Deus colocou na minha vida”, define.

Everton Pavilaqui relata que não teve um momento específico em que descobriu sua vocação. “Tudo é fruto de um processo de escuta, releitura dos fatos da vida e da história, onde se descobre o amor de Deus desde o ventre materno; mas o que fortaleceu a vocação foi ajudar no serviço da igreja, na comunidade de origem, na capela divino Espírito Santo, na localidade de Borboleta Berardi, onde fui coroinha, auxiliando naquilo que era necessário, que senti esse chamado mais forte de Deus”, ressalta. O futuro padre Everton iniciou no seminário em 2008 e terminou o ensino médio no Colégio Nossa Senhora de Belém, em Guarapuava. “Encerrando o ensino médio, iniciamos a propedêutica, uma das etapas presentes na formação sacerdotal. De início, éramos em 7 seminaristas, destes, nós três chegamos ao sacerdócio”, relembra. Filho de Osvandir Pavilaqui e Matilde Cedorak Pavilaqui, que ainda residem na localidade de Borboleta Berardi, ele comenta que esse está sendo um momento de muita gratidão, de agradecer a Deus pelo chamado, pelo amor e pela sua misericórdia, que é infinita. “Não somos merecedores de tamanho ministério, mas, mesmo assim, o Senhor confia em cada um de nós; esse tem sido um momento de olhar para trás e agradecer a tantas pessoas que nos auxiliaram e, acima de tudo, rezaram por cada um de nós”, afirma.

Herick Rogger Pinchesk Vitchemechen, filho de Jocélia e Joel Vitchemechen, residiu por muito tempo na área central. Ele comenta que a família sempre participou e frequentou a igreja Sant’Ana. A inspiração e a vocação para a vida sacerdotal começaram a mexer com ele desde quando via o padre celebrando missas. “O tempo passou e deixei a ideia de lado, mas em 2005 comecei a atuar como coroinha e a chama da vocação abrasou e a ideia voltou e permaneceu”, comenta.

A expectativa pela ordenação é grande, principalmente, porque será um momento de compartilhar a alegria com todos. “Um momento de agradecer a Deus por tudo e, principalmente, pela vocação, e a todos que contribuíram para essa história vocacional e que representa um momento de esperança e confiança por assumir um dom vocacional como esse”, destaca Herick.

Sobre o fato de deixar as coisas que o mundo oferece para seguir uma vida sacerdotal e de renúncias, Herick Vitchemechen comenta que deixar tudo e seguir a Jesus Cristo, na vida religiosa, é uma opção que brota da vocação e que deve estar enraizada em Deus, assim também a vocação matrimonial deve estar enraizada em Deus. “Este deixar exige a gradativa clareza e convicção de que é o caminho indicado por Deus que, para cada pessoa, possui um projeto, um plano, uma missão e, como instrumentos de Deus, cumprirmos o que é por Ele confiado, assim sendo, não é um deixar, mas um seguir; seguir um caminho e estar disponíveis ao que Deus nos pede”, frisa.

Após a ordenação, Marinaldo Cheliga continuará trabalhando na Paróquia Sant’Ana de Pitanga; Everton Pavilaqui vai acompanhar o seminário e Herick Vitchemechen ficará na cidade de Rio Bonito de Iguaçu.

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