Setor de turismo começa a esboçar reação

Phelipe Oliveira e Regiane Perez, proprietários da Brasil Turismo

Phelipe Oliveira e Regiane Perez, proprietários da Brasil Turismo

Um dos setores que mais foram prejudicados com a pandemia da Covid-19, foi o turismo. As restrições sanitárias atingiram em cheio o setor, com a redução dos voos nacionais e proibição de visitar outros países, fechamento de hotéis e resorts, além da impossibilidade de realizar aglomerações. Isso fez com que muitas viagens que estavam marcadas tivessem que ser transferidas ou canceladas e sem previsão de retorno; e muitas agências não tiveram como continuar comercializando pacotes de viagem.

Apesar de algumas restrições, principalmente, de ocupação total desses locais, aos poucos o setor de turismo começa a recuperar as vendas e a procura por pacotes começa a voltar.

O proprietário da Brasil Turismo de Ivaiporã, Phelipe Oliveira, ressalta que 2020 será marcado por ser um ano de muitos desafios, não apenas para o setor de turismo, mas para o comércio de forma geral. “No entanto, por estarmos em uma região agrícola, o impacto foi menor do que em grandes centros; temos amigos que têm agências de turismo em cidades como Maringá, Londrina e Curitiba e vemos como eles ainda estão sofrendo com a pandemia”, ressalta.

Ele destaca que, no dia 20 de março, quando houve o anúncio oficial da pandemia, ficou muito assustado e temeu pelo futuro da agência e, até o mês de maio, a situação não foi fácil. Com o surgimento de muitas promoções e oportunidades, o setor começou a se movimentar e, apesar de ainda ocorrer uma série de restrições, a agência já conseguiu bater as metas previstas para os meses de julho e agosto e, no mês de setembro, já existe uma demanda reprimida de pessoas que querem viajar, mas não estão encontrando locais.

Phelipe Oliveira comenta que, inicialmente, os primeiros destinos que estão disponíveis são os resorts regionais como o Aguativa, Thermas de Jurema e o Mabu, que fica em Foz do Iguaçu, onde as pessoas poderiam ir com seus próprios carros e ficar poucos dias. A procura por esses destinos têm sido grande, tanto que para o Thermas de Jurema, por exemplo, são poucos os quartos disponíveis para o mês de novembro. “Todos esses locais acabaram se adaptando com relação aos protocolos de segurança e os clientes estão tendo uma boa aceitação”, informa.

Ele destaca que isso foi possível porque os hotéis e resorts, para sobreviverem, realizaram uma série de promoções e isso estimulou as pessoas a viajarem ou fecharem seus pacotes de viagem. A partir de agora também começa o fechamento de pacotes para o Nordeste, com viagens programadas para o final do ano ou início do ano que vem. “Acredito que com a vacina disponível, a tendência é que as coisas se normalizem”, frisa.

Phelipe Oliveira salienta que, para sobreviver, além de se adaptar aos novos tempos, a Brasil Turismo foi atrás de clientes fora da região central e, por meio das redes sociais, conseguiu alcançar consumidores em Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Londrina e Curitiba. “Também não paramos de divulgar as campanhas e promoções e isso foi muito importante para que a empresa conseguisse sobreviver”, disse.

União foi fator decisivo para sobrevivência

O turismólogo e sócio–proprietário da Bella Sul Travel Group, Perison Perich, disse que a união entre duas agências de turismo foi o fator fundamental para a sobrevivência no mercado. “Ficamos 3 meses sem faturamento e, para sobreviver, tivemos que fazer um novo planejando e reduzir o máximo possível nossos custos e umas dessas ações foi a fusão entre as agências Bella Tours e Centro Sul Viagens, nascendo assim uma nova empresa mais forte e sólida, a Bella Sul Travel Group”, explica. Com a união das duas empresas, além de fortalecer os negócios, os empresários asseguraram os serviços comercializados de ambas as empresas, garantindo a satisfação dos clientes.

Perison Perich comenta que a procura ainda está baixa em relação aos anos anteriores e as pessoas ainda têm muita cautela, especialmente, com o período de reveillon, mas já existe uma retomada para o ano de 2021, tanto para as férias de início de ano, como para os feriados ao longo do ano que vem, alavancadas pelas promoções que as operadoras estão oferecendo. Assim como na agência de Ivaiporã, a Bella Sul Travel tem conseguido faturamento com a procura pelas viagens curtas e para locais abertos, como resorts e hotéis fazenda. “Estamos com muita procura para esses locais, que estão funcionando com a capacidade reduzida devido às medidas dos protocolos de segurança, mas acredito que, em breve, esses locais possam estar operando com a capacidade e segurança total”, frisa.

Perison Perich avalia que o controle da pandemia, com a vacina, será muito positivo para que o turismo volte ao normal, o que ele acredita que possa ocorrer a partir de abril de 2021. “Visamos em primeiro lugar a segurança do cliente e a total transparência e estamos com uma programação de grupos voltada para o segundo bimestre de 2021 , porém, no momento, estamos apostando no turismo doméstico com viagens curtas de lazer para famílias, como por exemplo hotéis fazendas e resorts próximos”, ressalta.

Perison Perich, Bella Sul Travel Group

Perison Perich, Bella Sul Travel Group

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