Escola Tiradentes comemora Dia do Surdo em Pitanga

Professores participam de atividade em comemoração ao Dia do Surdo

Professores participam de atividade em comemoração ao Dia do Surdo

A área de surdez da sala de recursos multifuncionais da Escola Estadual Tiradentes de Pitanga realizou na sexta-feira, dia 25 de setembro, a primeira carreata em comemoração ao Dia Nacional do Surdo, que é oficialmente celebrado no dia 26 de setembro, data em que foi fundada, no Rio de Janeiro, a primeira escola de surdos do Brasil. A ação contou com o apoio de toda a Escola Tiradentes e de pais e professores envolvidos com a comunidade surda.

A professora Lucimar Franco de Abreu Lopes, uma das coordenadoras do evento, disse que o Dia Nacional do Surdo simboliza as conquistas e lutas da comunidade surda, como a Lei de Libras, a Lei de Intérprete em Sala de Aula, entre outros.

A sala de recursos realiza todos os anos esse evento. “Os nossos alunos esperam esse dia e, nos anos anteriores, realizamos palestras e caminhadas, com a participação de surdos de outros municípios, mas em função da pandemia, optamos por fazer a carreata”, informou a professora.

Ela explica que esse é o terceiro ano em que a atividade é realizada fora da escola. Até então, o evento era feito apenas com alunos e familiares e ficava limitado ao espaço interno da Escola Tiradentes ou da sala de recursos. “Sentimos a necessidade de ampliar isso para o restante da comunidade e essa é uma forma de valorizar os surdos, além de divulgar e disseminar a língua de sinais, que é uma Língua oficial e precisa ser utilizada em todos os espaços”, comentou.

Lucimar Lopes destaca também que a comunidade ouvinte precisa se conscientizar que as pessoas surdas estão na sociedade e são pessoas capazes, inteligentes e podem trabalhar de forma eficiente; precisam ser vistos com igualdade e ter uma vida normal.

O professor surdo Lucas Emanoel Lenartovicz ressalta que as ações são realizadas com o intuito de mostrar para a sociedade que os surdos existem, são cidadãos que possuem direitos e deveres. E um desses direitos é a inclusão linguística e, por isso, a necessidade de realizar movimentos que demonstrem a luta da comunidade surda, bem como sua história, cultura e vivência.

Lucas Lenartovicz ressalta que, para a comunidade surda, a pandemia trouxe uma dificuldade a mais, pois o uso de máscaras atrapalha a leitura labial e o uso de máscaras transparentes é pouco divulgado. “No caso de surdos que se comunicam em Língua de Sinais, os deixou ainda mais isolados, pois na maioria dos casos, familiares e amigos não sabem Libras e o único espaço de interação nesta língua era na escola”, relata. Ele espera que a carreata possa ter servido para ajudar a buscar novas perspectivas de acessibilidade e inclusão.

A Escola Tiradentes é dirigida pela professora Jozicler Cionek e conta com as professoras Lucimar Lopes, Lucas Lenartovicz e Jociliane.

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