Ivaiporã traça estratégias para combater o mosquito da dengue

Claudeney Martins – diretor municipal de Saúde de Ivaiporã

Claudeney Martins – diretor municipal de Saúde de Ivaiporã

A chegada da primavera é o prenúncio de dias mais quentes e com chuvas mais constantes e isso traz uma preocupação com a possibilidade de proliferação do mosquito Aedes Aegypti, principal transmissor da dengue. Pensando nisso, o Departamento Municipal de Saúde e a Vigilância Sanitária de Ivaiporã, por meio do setor de controle de endemias, começou a traçar as estratégias para enfrentar o período mais crítico do ano, quando o mosquito pode se proliferar.

O diretor municipal de Saúde de Ivaiporã, Claudeney Martins, ressalta que, para esse ano, o combate à dengue terá uma nova estratégia de atuação, um pouco diferente do que foi adotada nos anos anteriores. A primeira delas é que os agentes de controle de endemias irão trabalhar todos em uma mesma localidade e não haverá, pelo menos nos períodos mais agudos do ano, um trabalho pulverizado com agentes espalhados por vários bairros. “Será realizado um trabalho, baseado em critérios técnicos, onde todos os agentes concentrarão esforços para finalizar as ações em cada uma das localidades, para depois seguir para o bairro seguinte”, informou.

Outra mudança na forma de atuação é que não serão mais realizados, pelo menos em um primeiro momento, os arrastões de limpeza de quintais, onde os moradores retiravam entulhos e as equipes faziam a coleta dos materiais. A partir de agora, será feito a arrastão técnico, método que foi aplicado em cidades da região noroeste e foi bastante eficiente no controle da epidemia de dengue, no começo do ano. O agente visita o quintal do morador e aponta as ações que ele precisa fazer para controlar a incidência de mosquito. “Essa estratégia, inclusive, está sendo recomendada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa-PR) para ser aplicada em todo o Paraná”, ressalta.

A terceira ação que está sendo pensada é uma campanha em massa de divulgação das técnicas para o controle do mosquito e, para isso, será feito um trabalho de distribuição de panfletos e orientação, divulgação na imprensa e um trabalho junto aos alunos, mesmo em época de pandemia.

Na semana passada, houve uma reunião com os agentes de endemias para definir essa forma de atuação e, nos próximos dias, uma nova reunião será realizada para definir as primeiras ações a serem realizadas. No entanto, Claudeney Martins ressalta que apenas com a efetiva participação de todos os moradores será possível o controle da doença. “O poder público sozinho não consegue controlar a doença, apenas com a participação da população será possível”, disse.

O chamado período epidemiológico, quando são contabilizados os casos confirmados de dengue, é entre agosto de um ano até julho do ano seguinte. No atual período, Ivaiporã teve nove notificações de casos suspeitos da doença e uma confirmação. “Já realizamos todo o trabalho de bloqueio desse caso, mas contamos com o apoio da população para o controle do mosquito”, frisou o diretor.

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